Apenas de pênalti a equipe marcou. Yuri Alberto voltou às redes após quase três meses em que esteve parado por lesão. Com exceção da penalidade, o Corinthians não conseguia criar oportunidades, apesar do alto volume de jogo. O Vitória também demonstrou falta de repertório, em um jogo de muitos erros e fraco técnica e taticamente.
O resultado deixa o Corinthians colado na zona de rebaixamento, mas ainda fora dela, com 33 pontos, um a mais que o Internacional, primeiro do Z-4. O Vitória chega a 37, na 13ª posição.
O primeiro tempo do Corinthians foi a ilustração da máxima "quem não faz leva". O time teve 11 finalizações contra quatro do Vitória. As chances foram perdidas por Vitinho e Yuri Alberto. Quando Breno Bidon e Rodrigo Garro arriscaram de fora da área, Lucas Arcanjo intercedeu bem.
Seedorf desceu da arquibancada no intervalo e, por pouco, ele não passaria instruções aos corintianos com um placar zerado. O discurso precisou ser sobre buscar uma virada, já que o Vitória abriu o placar aos 45 minutos.
A equipe rubro-negra havia subido para um escanteio e, após o Corinthians afastar a cobrança, continuou no ataque. Erick pegou a sobra e cruzou para Luan Cândido cabecear. Hugo Souza espalmou, e Renê empurrou para o gol no rebote.
Independentemente do que Seedorf tenha falado no vestiário, não foi o suficiente para inspirar o Corinthians. O segundo tempo continuou com o time amarrado pelo Vitória. A equipe tinha rara presença na área adversária, mesmo com os visitantes resguardados. As finalizações de longe continuavam a ser contidas por Lucas Arcanjo.
Sávio Pereira Sampaio foi ao VAR após André cair na entrada da área com chegada atrasada de Caíque. Inicialmente, o árbitro havia amarelado o corintiano por simulação. Após a revisão, o juiz retirou o cartão e marcou o pênalti. Aos 20, depois de dois minutos de paralisação, Yuri Alberto cobrou e empatou.
O Vitória foi obrigado a abdicar da retranca e buscar o jogo. As duas defesas, contudo, superavam os ataques. Os erros concentravam a posse na intermediária, com escassez de chances mais claras.
Mais perto do fim, Jair Ventura orientou que seu time fosse reativo. O Vitória chamou o Corinthians ao seu campo. Os 10 jogadores de linha corintianos estavam na metade de ataque, esbarrando no muro rubro-negro.
Aos 43 minutos, Sávio Pereira Sampaio armou uma confusão. Matheus Bidu recebeu bola enfiada e cruzou. O zagueiro Brítez desviou com o braço para a linha de fundo. O árbitro paralisou o jogo por quase quatro minutos. O lateral, porém, estava impedido, e o impedimento semiautomático mostrou a imagem apenas depois da checagem sobre o pênalti.
A pressão corintiana no fim se manteve da mesma forma que foi durante toda a partida. Bidon ainda teve a melhor chance do time com bola rolando. Lucas Arcanjo salvou, assegurando o placar empatado. Gui Negão caiu no lance, mas sem pênalti.
O Corinthians volta a jogar no sábado, quando visita o Vasco, em São Januário, no Rio. No mesmo dia, o Vitória recebe o Athletico-PR, no Barradão, em Salvador.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 1 X 1 VITÓRIA
CORINTHIANS - Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Fabrizio Angileri; André (Charles), Breno Bidon e Rodrigo Garro; Vitinho (Kaio César), Yuri Alberto (Gui Negão) e Jesse Lingard (Matheus Bidu). Técnico: Leo Porto (auxiliar).
VITÓRIA - Lucas Arcanjo; Mateus Silva, Brítez, Luan Cândido e Jamerson; Emmanuel Martínez, Caíque (Walace) e Matheuzinho (Zé Vitor); Erick (Laquintana), Renê (Fabri) e Diego Tarzia (Lucas Silva). Técnico: Jair Ventura.
GOLS - Renê, aos 45 minutos do 1º tempo; Yuri Alberto, aos 20 minutos do 2º tempo.
CARTÕES AMARELOS - Rodrigo Garro; Renê.
ÁRBITRO - Sávio Pereira Sampaio (DF).
PÚBLICO - 41.137 presentes.
RENDA - R$ 2.602.813,86.
LOCAL - Neo Química Arena, em São Paulo (SP).
(Com Agência Estado)
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