Quinta-Feira, 09 de Janeiro de 2020, 16h:56

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Número de MEI cresce 17,63% em Mato Grosso em 2019

Movimento no atendimento do Sebrae tem sido intenso neste primeiro mês do ano

Por: REDAÇÃO

Mato Grosso registrou um crescimento de 17,63% no número de microempreendedor individual (MEI) em 2019 ante o ano anterior. Foram formalizados nessa categoria 163.939 empreendedores, contra os 139.364 cadastrados em 2018. Os dados são do Portal do Empreendedor do Governo Federal.

No Estado, o índice de crescimento de MEI também foi superior ao de micro empresa e empresa de pequeno porte (ME e EPP), cuja elevação foi de 7,69 % em 2019 com relação a 2018. Durante o ano passado, foram registradas na Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat) 12.654 empresas, enquanto no ano anterior esse número foi de 11.750.

Reprodução

Sebrae MEI

Na avaliação da analista técnica do Sebrae MT, Kristhianny Arruda, da Gerência de Empreendedorismo, o crescimento do número de MEI segue uma tendência nacional e acontece por uma série de fatores, entre eles o desemprego e a busca de uma alternativa para continuar contribuindo com a Previdência Social, suprir as necessidades básicas, ou mesmo complementar a renda familiar. “Existem muitas pessoas que se deligaram do emprego, receberam uma quantia e querem investir no próprio negócio”, relata. Ela destaca ainda que os consumidores estão exigindo mais nota fiscal de produtos e serviços e as instituições bancarias criaram linhas de crédito específicas para o segmento.

O movimento no atendimento na sede do Sebrae MT, em Cuiabá, tem sido intenso nesses primeiros dias de 2020. Muitos empreendedores buscando informações sobre abertura de empresas, querendo se formalizar como MEI, outros já formalizados querendo fazer a declaração anual, cujo prazo termina em 31 de maio, buscando o reenquadramento e dispostos a acertar débitos.

Flávia Pinheiro da Silva, 38 anos, é MEI há um ano trabalhando com comercialização de roupas e lingerie. Procurou o Sebrae para acrescentar outra atividade ao seu negócio, quer vender também perfumes e cosméticos. Ela conta que optou por ter seu próprio negócio para ficar mais perto do filho pequeno e depois sentiu a necessidade de se formalizar para ter uma segurança maior.

Segurança é também o motivo que levou a cabelereira Edenilza Lemos da Mata 46, a se formalizar como MEI há 10 anos. Ela tem um salão de beleza e uma loja de roupas, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, e destaca a importância de ter o CNPJ. Esta semana, buscou o Sebrae para imprimir alguns boletos atrasados. “Os atuais já estão em débito automático na conta bancária, mas quero quitar tudo e começar o ano com tudo certo”, disse.

Já o jovem Saulo Donato, 26, está trocando o trabalho em aplicativo de transporte para abrir sua própria empresa de roupas. Sua preocupação, além da formalização, é o registro da marca criada por ele, a Suricato Store. “Vou começar produzindo e comercializando de forma virtual, mas minha meta é abrir um ponto de venda”, diz confiante.

Capacitação

Para quem quer se formalizar como microempreendedor individual o Sebrae disponibiliza a palestra gratuita “Como se tornar MEI”, em que são dadas as orientações sobre os processos, obrigações e responsabilidades, bem como benefícios da formalização.

Neste mês de janeiro, são ministradas sempre às terças-feiras (dias 07, 14, 21 e 28), das 15h30 às 17h30.

O analista técnico do Sebrae MT, Wanderlei Arruda, destaca que, antes de iniciar o conteúdo da palestra propriamente dito, ele faz um levantamento com os participantes para saber qual a situação de cada um deles. “O nível dos participantes está muito bom, as pessoas estão posicionadas no mercado, conscientes da importância de se formalizar para ter uma marca própria, de fazer um plano de negócios. Estão prontas a continuar se lapidando para se desenvolver”, constata.

Do conteúdo da palestra constam pontos como o que o MEI, quais as regras, quanto custa, os benefícios, o que fazer antes de se formalizar, as obrigações, a nota fiscal.

O MEI é uma modalidade de empresa em que o empresário trabalha sozinho ou tem no máximo um empregado, é registrado como pequeno empresário e tem faturamento anual de R$ 81 mil, ou R$ 6.750 mensais.

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