A principal mudança foi a retirada completa do trecho em que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) afirmava que avaliaria "a magnitude e o momento de ajustes adicionais" na taxa dos Fed Funds.
Também desapareceram as referências ao monitoramento contínuo dos riscos para a economia e à disposição de ajustar a política monetária caso necessário.
Com isso, o comunicado deixa de oferecer qualquer orientação futura sobre a trajetória da política monetária, limitando-se ao informar a manutenção da taxa de juros entre 3,5% e 3,75%.
Em abril, a referência sobre possíveis ajustes futuros na política monetária causou a dissidência de três presidentes de distritais: Austan Goolsbee (Chicago), Beth Hammack (Cleveland) e Lorie Logan (Dallas). Na ocasião, eles discordaram sobre o tom da declaração e defendiam que o texto do Fed não deveria sugerir outras flexibilizações dos juros diante do cenário de incerteza.
O Fed também alterou sua avaliação da economia. Em vez de dizer que os ganhos de emprego permaneceram baixos, como no texto anterior, a autoridade monetária passou a afirmar que a criação de vagas acompanha o crescimento da força de trabalho. Além disso, destacou pela primeira vez que o crescimento da produtividade e os investimentos de capital permanecem fortes.
Na inflação, o banco central abandonou a menção à recente alta dos preços globais de energia e passou a atribuir as pressões inflacionárias a choques de oferta que afetaram diversos setores, incluindo energia. Também substituiu o compromisso de retornar a inflação à meta de 2% pela afirmação mais direta de que o Comitê "entregará estabilidade de preços".
(Com Agência Estado)
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