Apesar da melhora, a diretora associada de Economia da S&P Global, Pollyanna de Lima, enfatizou que o mês ficou marcado pelo enfraquecimento da demanda no setor, tanto nacional quanto internacional. Com isso, houve queda nos pedidos por exportação e nas vendas domésticas, levando à diminuição da produção no período. Segundo a S&P, o PMI industrial só registrou expansão no mês por conta da criação de empregos e da formação de estoques.
"O aumento dos preços está pressionando os orçamentos em todos os setores. Vimos alguns dos maiores aumentos de custos em mais de quatro anos, forçando os fabricantes a elevar seus próprios preços e cortar gastos com compras", escreveu ela, em nota.
Lima também pontua que o conflito no Oriente Médio ajuda a agravar a inflação e abala a confiança nos negócios. "Apesar de tudo isso, os fabricantes brasileiros estão tentando manter uma postura positiva, embora sua confiança esteja claramente sendo posta à prova. Eles se agarram à esperança de que uma solução para o conflito no Oriente Médio e a estabilidade pós-eleitoral possam reverter essa situação", observa a diretora.
(Com Agência Estado)
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