A deputada federal Gisela Simone (UB) cravou seu apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), diante do impasse no partido União Brasil sobre a candidatura própria do senador Jayme Campos ao Palácio Paiaguás. Apesar de defender o aliado, Gisela vetou ser vice da chapa de Pivetta, ressaltando que não houve diálogo sobre a proposta, até o momento.
“Eu tenho uma decisão pessoal minha de apoiar aí o governador Otaviano Pivetta e vamos aguardar a nossa convenção para decidir o que o partido vai deliberar”, declarou Simone.
Em coletiva nesta terça-feira (30), a deputada justificou o apoio mencionando um acordo de “lealdade” entre o partido e o atual governador, devido a gestão do ex-governador e presidente do União Brasil, Mauro Mendes, ao lado de Otaviano. Apesar da aliança velada, Gisela ressaltou que aguarda a definição da sigla, que ocorrerá dia 4 de agosto, após a convenção partidária.
“Sempre existiu aí essa lealdade de que nós contaríamos com ele e que agora ele, de alguma forma, poderia contar conosco. Então, nós estamos junto do Pivetta, mas aguardando a decisão do partido para ver como cada um vai se manifestar”, pontuou.
Questionada se apoiaria Jayme ao Governo do Estado, Gisela se esquivou afirmando que apoiaria o parlamentar ao Senado novamente: “Não é um candidato que eu pensei em ser candidato a governador. Apoiaria, por exemplo, Jayme ao Senado novamente, sem nenhum problema, acredito que ele, como senador, trouxe muitos recursos, principalmente para Mato Grosso, e ele tem feito um bom papel”.
Apesar de ressaltar o apoio pessoal a Pivetta, Gisela negou tratativas para compor a chapa do aliado como vice-governadora, já que Otaviano ressaltou a preferência por uma candidata feminina.
“Não, não tem conversa, ninguém está conversando sobre vice, e, de novo, a gente precisa, em geral, mover internamente essa situação”, disse.
Gisela complementou a fala citando que não considerou a eventual chapa já que concentra os esforços em sua pré-candidatura à Câmara federal, disputando a reeleição ao cargo.
“Não pensei nisso. A gente está pensando realmente em fazer com que a União Brasil siga forte nessa eleição, pensando aí no nosso candidato a governador e também na minha candidatura federal, que já não está fácil”, concluiu.
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