"Outubro foi um mês particularmente difícil para os prestadores de serviços brasileiros, com a atividade e os novos pedidos registrando as taxas de queda mais acentuadas em mais de cinco anos. Os clientes reduziram os gastos em meio aos preços elevados e à incerteza relacionada às eleições, enquanto greves nos Correios e cancelamentos de projetos agravaram a situação", disse Pollyana de Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, em relatório.
E acrescentou: "Houve, no entanto, um lado positivo. As pressões inflacionárias no setor privado diminuíram, com a inflação dos preços de venda desacelerando para o nível mais baixo desde o início do ano, à medida que as empresas enfrentavam dificuldades para repassar os custos mais altos aos clientes. Caso essa tendência se mantenha, o Banco Central poderá ter margem para reduzir as taxas de juros, o que poderia apoiar os investimentos e os empréstimos."
Os dados sobre o setor de serviços, associados à contração observada no segmento industrial, apontam para uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre, segundo Pollyana de Lima.
O PMI Composto, que une os dados de ambos os setores, caiu de 47,4 em setembro para 44,4 em outubro - pior leitura em mais de seis anos.
(Com Agência Estado)
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