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Economia Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, 10:00 - A | A

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Quinta-feira, 05 de Novembro de 2026, 10h:00 - A | A

BoE alerta para riscos de efeitos de segunda ordem; integrantes preveem novas altas

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) afirmou que os dados de atividade econômica dos últimos meses foram, em geral, "mais fortes do que o esperado", reforçando a necessidade de um leve endurecimento da política monetária, e alertou que o risco de surgimento de efeitos de segunda ordem aumentou desde setembro.

Segundo o BoE, embora os efeitos diretos da alta dos preços de energia sejam claros - e continuem a impactar as contas de empresas e famílias -, "ainda há poucas evidências" de efeitos indiretos sobre outros preços e salários. "Contudo, o grau de pressão inflacionária em formação é, no momento, suficiente para justificar um aumento da taxa básica de juros", ponderou.

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, o BC britânico disse que a decisão de elevar a taxa básica em 25 pontos-base (pb), para 4%, foi tomada por 8 votos a 1.

Um dos membros do Comitê de Política Monetária (MPC, na sigla em inglês), Catherine Mann, defendeu aumento de 0,5 ponto porcentual, para 4,25%. O economista-chefe do BoE, Huw Pill, e a vice-presidente, Clare Lombardelli, veem fundamentos para uma nova alta de juros no "curto prazo".

O BoE reiterou ainda que a política monetária não segue uma trajetória predefinida e que o MPC continuará a avaliar as evidências a cada reunião, "observando, em particular, a probabilidade de que os elevados preços de energia se propaguem para outros preços e para a economia como um todo". "O Comitê ajustará a taxa básica de juros conforme necessário para garantir que a inflação retorne à meta de 2% no médio prazo", afirmou.

(Com Agência Estado)

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