"O Libra Rocks tem potencial para reduzir incertezas na curva de produção, aumentar a eficiência no gerenciamento de reservatórios, otimizar a locação de novos poços e aprimorar o conhecimento sobre o timing de entrada do CO2 e carga de óleo no reservatório", avalia o gerente executivo de Libra, Bruno Moczydlower.
O acordo envolve a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), que receberão equipamentos de ponta para mapear a fundo as rochas carbonáticas formadas há mais de 120 milhões de anos. Segundo Moczydlower, a expectativa é elevar o fator de recuperação e tornar o gerenciamento dos reservatórios mais eficiente.
Uma das inovações é o uso de inteligência artificial na criação de algoritmos capazes de automatizar o processamento de dados geológicos, gerando modelos conceituais detalhados das rochas. O pacote inclui a "Rocha Digital", técnica que produz réplicas 3D em altíssima resolução para ampliar a caracterização dos poros e da permeabilidade.
Localizado a até 6 mil metros de profundidade e sob lâminas d'água que chegam a 2 mil metros, Mero combina alta salinidade, grande teor de CO2 e reservatórios porosos, contexto que exige soluções tecnológicas sob medida.
Segundo a Petrobras, os resultados do Libra Rocks poderão ser replicados em outros campos do pré-sal das bacias de Santos e Campos, fortalecendo a posição brasileira como polo de inovação em óleo e gás.
Financiado pela cláusula de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o projeto vai mobilizar mais de 150 pesquisadores e oferecerá cerca de 90 bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado.
Ao integrar geociências e IA, a iniciativa reforça a política da Petrobras de investir em pesquisa e formar mão de obra qualificada, enquanto mantém o País na vanguarda da exploração offshore, afirmou a estatal.
(Com Agência Estado)
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