Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 0,44%, a US$ 4.051,8 por onça-troy, enquanto a prata para setembro recuou 2,83%, a US$ 57,433 por onça-troy.
O ouro opera com perdas desde o início do dia, revertendo parte dos ganhos do dia anterior. Diante de uma nova rodada de ataques entre Washington e Teerã, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que vai continuar ampliando ataques contra o Irã nos próximos dias, avançando para instalações de eletricidade do país.
O ouro diminuiu as perdas, no entanto, após o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos recuar mais que o esperado na comparação anual e cair de acordo com o esperado no mês. Para a Capital Economics, os resultados compram tempo ao Federal Reserve (Fed) antes de uma decisão de aperto monetário. Entretanto, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que tanto o PPI quanto o CPI, de terça-feira, 14, são "imperfeitos".
Para o Nomad, no entanto, o alívio pontual da inflação já foi revertido, com as novas tensões no Oriente Médio e a retomada da alta do petróleo. "A pressão de custos tende a reaparecer nos próximos PPIs, o que deve reforçar a cautela do Fed diante do risco de repasse dessas pressões à inflação ao consumidor", afirma.
Assim, a ANZ acredita que o metal dourado pode recuar para perto do patamar de US$ 3.500 caso as expectativas de aperto monetário pelo Fed se mantiverem firmes. "O ouro provavelmente vai permanecer sob pressão até que os preços mais baixos revigorem os fluxos de investimento do varejo e institucionais e a demanda por joias".
*Com informações de Dow Jones Newswires
(Com Agência Estado)
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