Segundo Ghalibaf, "um memorando de entendimento só faz sentido quando suas cláusulas são válidas e estão sendo implementadas". Ele acrescentou que, se a República Islâmica "não obtiver benefícios desse texto", não haverá motivo para continuar comprometida com o acordo, citando a política de "olho por olho". O parlamentar afirmou ainda que as Forças Armadas iranianas mantêm "total liberdade de ação" para responder à ofensiva americana.
Ghalibaf sustentou que a segurança nacional do Irã depende da preservação dos chamados "arranjos iranianos" no Estreito de Ormuz e acusou Washington de tentar enfraquecer, "pela força", os termos acertados nas negociações. Segundo ele, os EUA pressionam o Irã para compensar uma derrota, mas Teerã "não permitirá que sua vontade seja imposta".
Apesar do tom duro, o presidente do Parlamento defendeu o uso simultâneo da força militar e da diplomacia. "A negociação, neste momento, não significa rendição. Ao lado da guerra, ela faz parte da estratégia de resistência e de defesa dos interesses nacionais", afirmou, acrescentando que separar os dois instrumentos seria "um erro estratégico".
Ghalibaf também reiterou que a decisão entre negociar ou combater cabe ao líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, e pediu unidade da população em torno das autoridades. Ao encerrar a mensagem, prometeu que o Irã dará uma "resposta definitiva" aos ataques dos adversários, afirmando que o país "nunca buscou a guerra", mas deve permanecer preparado para defendê-lo "até o último momento".
(Com Agência Estado)
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