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Brasil Quarta-feira, 15 de Julho de 2026, 14:31 - A | A

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Quarta-feira, 15 de Julho de 2026, 14h:31 - A | A

ALEGA SURTO

Justiça vê "brutalidade" e torna réu filho que decapitou a mãe em BH

Juiz também manteve a prisão preventiva e rejeitou medidas cautelares da defesa do acusado; laudo psiquiatrico continua em discussão

METRÓPOLES

A Justiça de Minas Gerais aceitou uma denúncia contra o filho acusado de matar e decapitar a própria mãe, em Belo Horizonte. Com isso, ele passa oficialmente à condição de réu pelo assassinato de Jussara Maria Rodrigues, de 54 anos. A decisão foi assinada pelo juiz Roberto Oliveira Araujo Silva, nessa terça-feira (14).

Segundo o documento, o magistrado também manteve a prisão preventiva do jovem, de 27 anos, decretada após ele ter sido preso em flagrante, em 22 de junho.

Na decisão, o juiz também descartou a substituição da detenção por medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica ou prisão domiciliar, por entender que, devido à gravidade do caso, o acusado deve continuar preso.

“A gravidade concreta da conduta é evidenciada pelo modus operandi do delito, uma vez que o acusado é denunciado por desferir múltiplos golpes de faca e decapitar a própria genitora, demonstrando acentuada brutalidade. […] Desse modo, a segregação cautelar mostra-se necessária para a garantia da ordem pública, não sendo cabível a aplicação de medidas cautelares alternativas”, diz trecho da sentença.

Entenda o caso
Jussara Maria Rodrigues, de 54 anos, foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava com o filho;

O suspeito confessou o crime aos policiais militares e entregou a faca utilizada;

Segundo as denúncias, ele matou e decapitou a mãe após ela decidir que deixaria de sustentá-lo financeiramente e passaria a exigir que ele trabalhasse;

O MP afirma que a relação entre os dois era marcada por controle, violência psicológica, ameaças e dependência financeira;

A denúncia pede a condenação por feminicídio qualificado, a manutenção da prisão preventiva e a reavaliação do laudo psiquiátrico.

Sanidade mental
Agora, é discutido se o homem era ou não capaz de entender seus atos no momento do crime. Um primeiro laudo apontou que ele apresenta um quadro psicótico e recomendou tratamento em internação. O Minstério Público mineiro, porém, não concordou.

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