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Economia Terça-feira, 15 de Setembro de 2026, 14:00 - A | A

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Terça-feira, 15 de Setembro de 2026, 14h:00 - A | A

Ouro fecha em baixa, pressionado por avanço do petróleo e de juros dos Treasuries

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O contrato mais líquido do ouro fechou em queda nesta terça-feira, 15, ampliando o movimento baixista da sessão anterior, com o metal pressionado pelo avanço dos preços do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries. A alta da commodity reforça as perspectivas de uma política monetária mais rígida para lidar com a inflação, o que eleva juros dos títulos públicos e pressiona a commodity, que não gera rendimentos. Na quarta, 16, este cenário será testado com a decisão do Federal Reserve (Fed).

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em queda de 0,44%, a US$ 4.332,8 por onça-troy. A prata para dezembro recuou 0,44%, a US$ 63,85 por onça-troy.

"A renovação das tensões no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo e, consequentemente, as expectativas de taxas de juros de forma mais ampla - não apenas nos Estados Unidos. Nesse cenário, causa certa surpresa o fato de os preços do ouro não terem sofrido pressões mais significativas até o momento", aponta o Commerzbank. "Além das preocupações fiscais persistentes, refletidas em rendimentos substancialmente mais elevados dos Treasuries de longo prazo, o recente aumento dos riscos políticos nos EUA também pode ajudar a explicar a relativa resiliência do ouro", pontua.

"Há muito alertamos que a independência do Fed poderia ser ameaçada por uma intensa pressão política vinda da Casa Branca. No entanto, o dilema do banco central só se tornaria evidente quando seu mandato de política monetária entrasse em conflito com os desejos da administração dos EUA - ou, mais precisamente, do presidente americano", avalia o banco. Até a eclosão do conflito com o Irã, esse não era o caso, já que o Fed estava caminhando para reduzir as taxas de juros, para grande satisfação do presidente Donald Trump.

"A situação agora é fundamentalmente diferente. Diante de uma inflação persistentemente elevada, o Fed sofre crescente pressão para elevar as taxas de juros, ao passo que Trump ameaçou adotar medidas extremas caso o Fed não as reduza. Como resultado, um confronto parece quase inevitável, e os mercados financeiros parecem estar levando esse risco cada vez mais em consideração", conclui.

(Com Agência Estado)

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