Em meio à negociação em torno das tarifas americanas a produtos brasileiros, Durigan relatou que Lula pediu a Trump que não interviesse nas eleições brasileiras e que o americano respondeu que dava a palavra dele que não iria interferir.
Durigan ainda criticou o avanço do Congresso sobre o orçamento, por meio das emendas parlamentares. "A boca do jacaré aumentou. Nós estamos gastando R$ 50 bilhões com emendas. É isso, entendeu? Esse é o desarranjo fiscal. Ele está casado com o desarranjo institucional do País", considerou.
"Pergunto ao mercado: vocês realmente acreditam que a família Bolsonaro seja capaz de garantir o equilíbrio institucional do País e criar condições fiscais, políticas e sociais para o futuro? É nisso que o mercado está apostando? Do meu ponto de vista, não faz sentido", prosseguiu.
Sobre as metas de resultado primário, Durigan disse não achar possível gerar de imediato um superávit de 2%, como alguns defendem. "Mas, se avançarmos gradualmente - para 0,6% no próximo ano e cerca de 1% nos anos seguintes -, poderemos recuperar a credibilidade e o grau de investimento sem perder a legitimidade social. Sem esse equilíbrio, o País voltará à polarização, a um Fla-Flu, e à instabilidade, o que seria ruim para todos."
O atual titular da Fazenda também defendeu a gestão dele e do antecessor, Fernando Haddad (PT), negando as acusações de que houve uma sanha arrecadatória a partir do aumento de tributos. "Isso se fala porque a gente retomou o patamar de receita para um nível que ele volta a superar o patamar de despesa do País. E agora precisamos de uma série mais longa para mostrar essa credibilidade. A gente volta a ter condições de fazer superávit, comprar reserva internacional, encarar o mundo."
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.









