Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para maio encerrou em alta de 2,92%, a US$ 4.783,20 por onça-troy. Já a prata para o mesmo mês avançou 1,55%, a US$ 76,078 por onça-troy.
Analistas da Sucden Financial afirmam que o movimento sugere reconstrução do fôlego do ouro, ainda que os ganhos permaneçam moderados e dependentes da dinâmica do dólar e do petróleo. Para eles, a perspectiva de curto prazo segue construtiva, com suporte adicional vindo da moeda americana mais fraca.
Na mesma linha, o ING destaca que o metal estendeu os ganhos pela quarta sessão consecutiva, impulsionado pela percepção de que a guerra no Oriente Médio pode se aproximar do fim após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump.
O banco holandês também pondera que o metal segue vulnerável a um aperto de liquidez global e a um dólar mais forte, embora as quedas recentes tenham sido acompanhadas por compras, e não por perda de confiança. O banco acrescenta que dados sobre compras de bancos centrais serão determinantes para avaliar se a desaceleração recente é temporária.
Do lado técnico, Joseph Chai, da RHB Retail Research, avalia que o momento altista pode estar se reacelerando, com o ouro podendo testar resistência em US$ 4.800 por onça. Ele ressalta, porém, que as médias móveis de 20 e 50 dias ainda atuam como resistência, limitando avanços mais expressivos no curto prazo.
*Com informações da Dow Jones Newswires.
(Com Agência Estado)
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