O prejuízo por ação foi de US$ 0,23, ante lucro de US$ 1,29 um ano antes.
Segundo a Mosaic, os resultados do terceiro trimestre foram negativamente afetados por US$ 53 milhões em itens extraordinários antes de impostos. Esses itens incluíram principalmente ajustes nas provisões para passivos ambientais, despesas relacionadas ao fechamento de instalações e custos de reestruturação.
Em termos ajustados, a Mosaic teve prejuízo de US$ 0,19 por ação, ante lucro de US$ 1,04 por ação no terceiro trimestre do ano passado. As vendas líquidas caíram 10,2% no terceiro trimestre, para US$ 3,1 bilhões.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado diminuiu 59,8%, passando de US$ 806 milhões para US$ 324 milhões. A queda do Ebitda ajustado refletiu principalmente a redução dos volumes de vendas em todos os segmentos e o aumento dos custos das matérias-primas nas divisões de Fosfatados e Mosaic Fertilizantes, fatores parcialmente compensados pela alta dos preços dos fosfatados, disse a empresa em comunicado.
"Avançamos de forma significativa no terceiro trimestre nas iniciativas que estavam ao nosso alcance. Ajustamos a produção de fosfatados à disponibilidade de enxofre a preços competitivos, reduzimos custos, fortalecemos nossa posição financeira e seguimos avançando nas oportunidades de otimização do portfólio", disse no comunicado o CEO da Mosaic, Bruce Bodine.
No segmento de Potássio, o Ebitda ajustado foi de US$ 284 milhões no terceiro trimestre, recuo de 13,7% na comparação anual. Em Fosfatados, o Ebitda ajustado caiu 82,5%, para US$ 49 milhões.
A operação brasileira, Mosaic Fertilizantes, teve Ebitda ajustado de US$ 41 milhões, queda de 83% na comparação com os US$ 241 milhões de um ano antes. Segundo a Mosaic, os resultados da operação brasileira foram motivados principalmente pela redução dos volumes de vendas e pela menor absorção dos custos fixos, efeitos parcialmente compensados por margens de distribuição mais elevadas.
A Mosaic destacou que o cenário macroeconômico continua marcado pelas tensões no Oriente Médio, pelos gargalos logísticos no Estreito de Ormuz e pelos ataques da Rússia e da Ucrânia às infraestruturas energéticas e agrícolas. "Ao mesmo tempo, a intensificação das condições associadas ao fenômeno El Niño e os efeitos já perceptíveis da aplicação insuficiente de nutrientes nas lavouras nos últimos dois anos têm contribuído para um cenário mais restritivo no setor agrícola", afirmou. "Em conjunto, esses fatores impulsionaram os preços das commodities agrícolas desde o segundo trimestre, estimulando o aumento da demanda por fertilizantes, especialmente na América do Norte. A expectativa é de que essa tendência continue ao longo de 2027."
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
(Com Agência Estado)
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