O PNL 2050 mapeou três corredores de manutenção e 31 eixos logísticos considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional, além de identificar 112 objetivos prioritários de atuação, segundo o governo. O documento levantou ainda problemas logísticos e dificuldades para o escoamento de doméstico de carga e para exportação.
No diagnóstico, o governo identificou saturação rodoviária em curtas distâncias e em distâncias médias, saturação dos aeroportos na macrometrópole de São Paulo, isolamento de comunidades na região Norte, concentração aeroportuária, desafio na integração regional aérea, desafio na integração regional hidroviária e altas distâncias até centralidades.
Entre as principais diretrizes do PNL está o fortalecimento da intermodalidade, com maior integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, como forma de reduzir a dependência do Brasil do transporte rodoviário.
A avaliação do governo é que a diversificação da matriz de transportes pode reduzir custos logísticos, aumentar a segurança operacional e ampliar a competitividade dos setores exportadores.
"A ideia é ampliar as malhas de transporte, como a ferroviária, que conta atualmente com cerca de 30 mil quilômetros, além de reduzir a concentração de mercado no Sudeste, por meio da promoção de concessões aquaviárias, terrestres e aeroviárias que atendam à particularidades de cada Estado e comportem o escoamento dos volumes crescentes do setor produtivo nas cinco regiões do País", afirma o governo no Plano.
Atualmente, as rodovias concentram 54% da movimentação de cargas no Brasil, enquanto as ferrovias respondem por 27%, o transporte aquaviário por 19% e o modal aéreo por menos de 1%, segundo dados da Infra S.A.
O governo também afirma que o PNL 2050 deverá subsidiar a elaboração do próximo Plano Plurianual (PPA) e contribuir para a definição das prioridades orçamentárias da União, além de orientar a estruturação de futuros projetos de concessão e parcerias com o setor privado.
Elaborado pelo Ministério dos Transportes em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o plano estabelece diretrizes para os próximos 24 anos e busca aumentar a eficiência da matriz logística brasileira, reduzir custos de transporte e ampliar a integração entre diferentes modais.
(Com Agência Estado)
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