A partir de abril do ano passado, o BC trabalhou de forma coordenada com o FGC para impor uma série de restrições. Naquele momento, o FGC começou a pagar integralmente CDBs que estavam vencendo sem custo adicional.
"A captação líquida do Master coberta pelo FGC cai R$ 9,2 bilhões em 2025. A captação não coberta cai 2 bilhões. E o aporte do acionista em dinheiro ou em conversões de letras financeiras ultrapassa R$ 2 bilhões", disse Galípolo. "Então, graças a esse trabalho coordenado junto com o FGC, foi possível constituir um processo bem preparado de rejeição da compra pelo BRB Banco de Brasília e também do voto de liquidação do Master", destacou.
Para Galípolo, o caso Master ilustra as dificuldades na regulação, ainda que o Brasil não enfrente um risco sistêmico. O Banco Central passou por um aumento significativo no número de instituições sob supervisão, em meio a uma redução de pessoal, destacou. O banqueiro central defendeu ainda a discussão sobre autonomia orçamentária do BC. "O Banco Central não quer gastar um centavo que não passe pelo escrutínio público", ressaltou.
Galípolo afirmou ainda que 2025 foi um ano em que a autoridade monetária precisou reforçar os dois lados do mandato central, o da política monetária e da estabilidade financeiro. "Foi um período de desafios apresentados ao BC", pontuou.
Ele reforçou a importância de "não deixar vácuos" nas narrativas, em momento em que boatos circulam rapidamente pela sociedade. Neste sentido, a transparência emerge como um dos grandes desafios para bancos centrais mundialmente, destacou.
O banqueiro central agradeceu às associações do setor financeiro que declararam apoio ao trabalho do BC ao longo dos últimos meses.
(Com Agência Estado)
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