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Economia Terça-feira, 06 de Janeiro de 2026, 18:00 - A | A

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Terça-feira, 06 de Janeiro de 2026, 18h:00 - A | A

Dólar tem 4º pregão seguido de queda e fura piso de R$ 5,40

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O dólar emendou o quarto pregão consecutivo de baixa nesta terça-feira, 6, e fechou abaixo de R$ 5,40 pela primeira vez desde 4 de dezembro, véspera do anúncio do anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República.

Operadores afirmam que os primeiros pregões de 2026 são marcados por ajustes de posições, em ambiente de liquidez reduzida, após a taxa de câmbio ter se aproximado de R$ 5,60 no fim de ano, pressionada pela sazonalidade negativa do fluxo e o realinhamento de prêmios de risco por ruídos políticos locais.

Apesar do aumento das tensões geopolíticas após a captura de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, pela administração Donald Trump no fim de semana, o ambiente externo é favorável a ativos de risco, o que contribui para o bom desempenho do real. Divisas como peso chileno, colombiano e rand sul-africano, pares da moeda brasileira, ganharam terreno nesta terça.

Afora uma alta pontual e bem limitada no início dos negócios, o dólar operou em terreno negativo no restante do dia. Com mínima de R$ 5,3635, terminou o pregão em baixa de 0,47%, a R$ 5,3800 - menor nível de fechamento desde 4 de dezembro (R$ 5,3104). Após subir 2,89% no mês passado, a moeda americana acumula queda de 1,99% em relação ao real neste início de ano.

O head de banking da EQI Investimentos, Alexandre Viotto, afirma que há um ambiente de apetite ao risco no exterior que favorece ativos domésticos neste início de ano. A perspectiva de manutenção da taxa Selic em 15% pelo menos até março, conjugada à possibilidade de novo corte de juros pelo Federal Reserve, abre uma janela para apreciação do real ao longo do primeiro trimestre, com devolução da alta em dezembro, observa.

"É possível que o dólar busque R$ 5,30 ou R$ 5,20 até março. A partir daí, vamos ver como a moeda reage ao início dos cortes da Selic e ao quadro eleitoral", diz Viotto, para quem um alívio monetário mais forte combinado com pesquisas mostrando chances de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno pode levar a um 'overshooting" do câmbio.

À tarde, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic) informou que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025. O Mdic projeta saldo comercial positivo entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões neste ano.

O C6 Bank reduziu de R$ 6 para R$ 5,80 a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2026, mas reforçou que fatores domésticos, como a preocupação com o aumento da dívida pública, devem seguir pressionando o câmbio.

Lá fora, o índice DXY - que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes - subia 0,30% no fim da tarde, ao redor dos 98,500 pontos, após máxima aos 98,626 pontos. As taxas dos Treasuries apresentavam alta moderada, em correção após o recuo de segunda.

Entre indicadores do dia, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços dos EUA caiu de 54,1 em novembro para 52,5 em dezembro, segundo pesquisa final da S&P Global - abaixo da leitura preliminar e da previsão de analistas (52,9).

Pela manhã, o presidente do Federal Reserve (Fed) de Richmond, Tom Barkin, disse que a taxa básica de juros americana já está dentro da faixa das estimativas de neutralidade. Já o diretor do Fed Stephen Miran, indicado por Donald Trump, afirmou que a política monetária segue muito restritiva e defendeu corte adicional dos juros em mais de 100 pontos-base para evitar uma derrocada da economia.

As atenções dos investidores se voltam nos próximos dias à divulgação de dados de emprego nos EUA referentes a dezembro: o relatório ADP de quarta-feira, 07, e o relatório mensal de emprego (payroll) na sexta-feira, 9. Sinais de deterioração do mercado de trabalho podem dar força à perspectiva de mais cortes de juros pelo Fed neste primeiro trimestre, após redução acumulada de 75 pontos-base em 2025.

(Com Agência Estado)

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