No ano passado, as exportações brasileiras à Venezuela somaram US$ 838,2 milhões, 30% a menos do que em 2024. O montante representa apenas 0,24% do total exportado pelo Brasil no ano passado, e coloca o vizinho sul-americano em 52º lugar no ranking de exportações brasileiras. Para fins de comparação, a vizinha Argentina, terceiro maior destino dos produtos brasileiros, representou 5,2% das exportações no ano passado, com US$ 18,1 bilhões em exportações, impulsionadas pelo setor automotivo.
Maior parceiro comercial do Brasil, a China representou 28,7% das exportações brasileiras em 2025, com US$ 100 bilhões, seguida pela União Europeia (com 14% de participação nas exportações brasileiras, totalizando US$ 49,8 bilhões) e pelos Estados Unidos (10,8% de participação, com US$ 37,7 bilhões).
Importações
Pelo lado das importações, as vendas de produtos venezuelanos ao Brasil totalizaram US$ 349,1 milhões, uma queda de 17,3% em relação ao ano anterior. Neste caso, as compras vindas da Venezuela representam 0,12% do total importado pelo Brasil, em 61º no ranking de importações.
Com isso, corrente de comércio entre os dois países foi de US$ 1,2 bilhão no ano passado - um porcentual ínfimo da corrente total de comércio brasileira, de US$ 629 bilhões.
Produtos
Açúcares e melaços representam 16,9% da pauta exportadora do Brasil com a Venezuela, seguidos por outros produtos comestíveis e preparações (12,9%), veículos automóveis de passageiros (5,3%), gorduras e óleos vegetais (3,1%) e máquinas agrícolas (3%).
Alckmin disse torcer pela Venezuela
Sem fazer comentários sobre a derrubada do ditador Nicolás Maduro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o vizinho não é hoje tão relevante no comércio exterior com o Brasil. "Agora, nós torcemos pela Venezuela, que ela possa se recuperar, que ela possa crescer e possa aumentar a sua exportação, a sua importação. Todo mundo torce para que o país possa se recuperar", completou.
Ele lembrou que, na década de 1960, o país vizinho era "uma das economias mais pujantes da América do Sul", tendo chegado a representar mais de 12% do PIB do subcontinente.
Indagado sobre o impacto da invasão dos Estados Unidos à Venezuela nas exportações de petróleo, o vice-presidente destacou que, apesar da grande reserva de petróleo existente na Venezuela, o possível aumento da exploração deverá levar tempo. "A Venezuela tem uma grande reserva de petróleo. Agora, essas coisas não são feitas em 24 horas. Você também precisa ter investimento, enfim", explicou. Sobre o preço do barril de petróleo, ele assinalou que ele é determinado por questões geopolíticas e influenciado por guerras e conflitos no mundo.
Alckmin destacou que, mesmo neste cenário incerto, a exportação de petróleo pelo Brasil deve crescer em 2026, em razão do aumento de produção do pré-sal. "Estamos otimistas", disse. "Há uma expectativa que a gente tenha um crescimento da questão do petróleo em razão do pré-sal. A Margem Equatorial ainda tem mais algum tempo para entrar em produção", argumentou Alckmin.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

