Por outro lado, o dólar renovou a máxima em dois meses ante uma cesta de moedas principais (DXY), com o mercado precificando 73% de chance de alta de 25 pontos-base pelo Fed em outubro. A expectativa de novos aumentos, reforçada por dirigentes do BC americano, sustenta a moeda. O DXY chegou a 101,487 pontos.
No mercado doméstico, os agentes de câmbio monitoraram mais cedo dados de inflação e do mercado de trabalho.
A Pnad Contínua mostrou que a taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre até agosto, estável ante julho e abaixo dos 5,6% de um ano antes, em linha com o esperado. O rendimento médio real subiu 3,7%, para R$ 3.777, enquanto a massa de renda avançou 4,8%, a R$ 385,6 bilhões.
No campo da inflação, o IGP-M subiu 1,57% em setembro, acima da mediana de 1,54%, após queda de 0,22% em agosto. A aceleração do IPA-M, de 2,08%, e do IPC-M, de -0,41% para 0,50%, adiciona cautela ao quadro inflacionário, embora o INCC tenha desacelerado de 0,85% para 0,25%.
A confiança do comércio caiu 2,9 pontos em setembro, para 81,3 pontos, menor nível desde março de 2021, enquanto a confiança de serviços recuou 0,9 ponto, para 88,1 pontos, com piora das expectativas.
As concessões de crédito livre dos bancos caíram 0,4% em agosto, na comparação com julho, para R$ 647,9 bilhões, informou o Banco Central. No acumulado de 12 meses, cresceram 11%. Os dados não têm ajuste sazonal.
(Com Agência Estado)
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