Segundo Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV IBRE, a confiança do comércio encerrou o terceiro trimestre em baixa, refletindo principalmente a piora das avaliações sobre o momento presente, o que sugere um enfraquecimento da demanda em setembro.
"Em menor intensidade, a queda das expectativas indica maior cautela dos empresários em relação ao desempenho do setor nos próximos meses. Apesar do aquecimento do mercado de trabalho, o elevado comprometimento da renda das famílias, aliado aos altos níveis de endividamento e inadimplência, tem limitado a capacidade dos consumidores de ampliar seus gastos. Além disso, mesmo com a trajetória de queda dos juros, as condições macroeconômicas permanecem restritivas, reduzindo a probabilidade de uma retomada mais consistente da confiança nos próximos meses", comenta Tobler.
Em setembro, a confiança oscilou entre os seis segmentos pesquisados, com três em alta e três em queda.
O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 5,2 pontos, registrando 80,3 pontos, menor nível desde março de 2021 (79,2 pontos). O Índice de Expectativas do Comércio (IE-COM) recuou 0,5 ponto, a segunda queda consecutiva, com 83,3 pontos.
(Com Agência Estado)
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