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Economia Terça-feira, 29 de Setembro de 2026, 08:00 - A | A

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Terça-feira, 29 de Setembro de 2026, 08h:00 - A | A

FGV: Índice de Confiança de Serviços cai 0,9 ponto em setembro ante agosto, para 88,1 pontos

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 0,9 ponto na passagem de agosto para setembro, na série com ajuste sazonal, para 88,1 pontos. Na média móvel trimestral, o índice volta a estar em tendência descendente, com queda de 0,9 ponto, para 88,3 pontos.

"A confiança de serviços voltou a cair em setembro, puxada pela piora das expectativas, enquanto a percepção sobre a situação atual melhorou pelo segundo mês seguido. A queda das expectativas foi disseminada entre todos os segmentos e nos seus dois componentes, a tendência dos negócios no médio prazo e a demanda prevista no curto prazo, sinalizando maior cautela por parte dos empresários do setor. No cenário interno, o mercado de trabalho, embora ainda resiliente, dá sinais de arrefecimento, e o crédito às empresas se torna mais curto e caro, aumentando a vulnerabilidade do setor em um ambiente de juros reais restritivos", avalia Carlos André Vieira, economista do FGV IBRE.

Para o economista, a melhora recente da situação atual tende a perder fôlego, "enquanto a trajetória mais fraca das expectativas aponta para uma desaceleração do desempenho do setor no encerramento do ano."

A queda do ICS foi resultado das variações contrárias dos seus componentes. O Índice de Situação Atual (ISA-S) avançou 0,9 ponto, para 91,7 pontos, a segunda alta consecutiva, e o Índice de Expectativas (IE-S) recuou 2,7 pontos, para 84,6 pontos, a maior queda desde julho de 2026 (2,8 pontos).

Os dois componentes do ISA-S apresentaram comportamentos distintos: o indicador de volume de demanda atual avançou 1,7 ponto, para 92,9 pontos, enquanto o de situação atual dos negócios registrou relativa estabilidade, com alta de 0,2 ponto, para 90,5 pontos.

Pela ótica do IE-S, o indicador de demanda prevista nos próximos três meses retrocedeu 2,3 pontos, para 84,5 pontos, e o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses diminuiu 3,1 pontos, chegando a 84,9 pontos.

(Com Agência Estado)

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