Em polos de importação como Paulínia (SP) e Araucária (PR), o preço cobrado pela Petrobras é quase a metade do exterior, atingindo 49% de defasagem.
A Refinaria de Mataripe, na Bahia, elevou o diesel em R$ 0,28 o litro na quarta, enquanto a Refinaria de Manaus (Ream), na Amazônia, subiu o combustível em R$ 0,57 por litro. A Petrobras está há 304 dias sem reajustar o diesel e 38 dias do último movimento de preço da gasolina, uma queda de R$ 0,14 o litro.
De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) , para se equiparar aos preços internacionais do petróleo a Petrobras deveria elevar o diesel em R$ 1,51 o litro e a gasolina e R$ 0,47 o litro.
Questionada na quarta pela Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a Petrobras explicou que tem como premissa não repassar a volatilidade do mercado externo para o consumidor brasileiro, e que monitora diariamente os fundamentos do mercado internacional e seus possíveis desdobramentos para o mercado brasileiro.
A defasagem do preço da gasolina também vem aumentando, segundo a Abicom. No fechamento de quarta-feira, 4, a gasolina estava 19% mais barata nas refinarias da Petrobras, patamar que cai para 16% se levada em conta as refinarias privadas. A Ream elevou o preço da gasolina em R$ 0,35 o litro, enquanto a Acelen manteve o preço estável, assim como a Petrobras.
A aceleração da defasagem ,dos preços dos combustíveis no Brasil reflete a alta do preço do petróleo e seus derivados no mercado internacional, impulsionada pela guerra entre Estados Unidos e Irã.
(Com Agência Estado)
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