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Economia Segunda-feira, 14 de Setembro de 2026, 10:30 - A | A

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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2026, 10h:30 - A | A

Brasil precisa se relacionar com todos os parceiros comerciais possíveis, diz ministro

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, defendeu nesta segunda-feira, 14, a "diplomacia de neutralidade" como instrumento para reduzir vulnerabilidades do Brasil em cadeias estratégicas, especialmente na área de fertilizantes. Segundo ele, o País precisa se relacionar politicamente e geopoliticamente com todos os parceiros possíveis, evitando isolamento e mantendo canais abertos de cooperação e fornecimento.

Na avaliação do ministro, essa postura é essencial em um cenário de instabilidade internacional. Ele citou a relevância de manter interlocução com produtores do Oriente Médio, região sensível a conflitos, e também com a Rússia, apontada como parceira tradicional no setor.

Para Márcio Elias, limitar relações por alinhamentos políticos pode deixar o Brasil mais exposto a rupturas de oferta e volatilidade de preços.

Durante seminário da Esfera, o ministro destacou que, apesar de o Brasil ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo, ainda depende de importações para 83% a 90% dos fertilizantes que consome.

Ele lembrou que, desde 2023, a política industrial passou a incorporar a agroindústria como missão prioritária, contemplando ações voltadas a esse insumo, e citou a recente aprovação, pelo Congresso, de uma política nacional de fertilizantes.

De acordo com Elias Rosa, a meta é reduzir gradualmente a dependência externa, com objetivo de chegar a 50% até 2050, reconhecendo que a autossuficiência não virá "do dia para a noite" por exigir investimentos e tecnologia. A redução da dependência de fertilizantes importados deve começar a aparecer já nos próximos cinco anos, disse o ministro.

Ele também defendeu a formação de estoques estratégicos para mitigar riscos de interrupção das cadeias globais e disse que o governo já mantém reservas e investe para garantir abastecimento em períodos de entressafra.

(Com Agência Estado)

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