Economia Terça-feira, 18 de Outubro de 2011, 14:43 - A | A

Terça-feira, 18 de Outubro de 2011, 14h:43 - A | A

MERCADO

Brasil gera 2 milhões de empregos nos 9 primeiros meses do ano

A previsão era de gerar em torno de 3 milhões de empregos formais para 2011

TERRA

De janeiro a setembro deste ano foram gerados 2,079 milhões de empregos com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho. Este é o terceiro melhor resultado para o período desde 2003. O resultado confirmou as previsões do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que afirmou no início do mês que seriam geradas mais de 2 milhões de vagas.

Os dados de janeiro a setembro levam em consideração também as declarações de empregos feitas fora do prazo estipulado pelo ministério. Em setembro, foram criados pouco mais de 209 mil postos de trabalho formais - menor número para o mês desde 2006. O resultado veio abaixo do registrado em meses anteriores, mas o ministro do Trabalho vê os números com otimismo.

"Estamos no meio de uma crise internacional em que a resposta da demanda interna continua muito forte e a geração de empregos, apesar de estar abaixo da média, é robusta e maior do que a do mês anterior (em agosto, foram geradas 195 mil vagas)", afirmou Lupi.

O resultado nos últimos 12 meses (outubro de 2010 a setembro de 2011) corresponde à geração de 2,055 milhões vagas, um aumento de 5,71% na comparação com o mesmo período anterior (outubro de 2009 a setembro de 2010).

Os números de admissões (1,763 milhão) e de demissões (1,554 milhão) foram recordes para setembro. Para Carlos Lupi, isso mostra a alta rotatividade da economia. "Tem um lado negativo, que é a alta rotatividade, mas mostra o aquecimento do mercado de trabalho. A economia está se movimentando muito e está gerando recordes, tanto de demissão quanto de contratação", disse o ministro.

Os números de admissões (1,763 milhão) e de demissões (1,554 milhão) foram recordes para setembro. O setor de serviços foi o destaque, com a criação de 91,7 mil vagas formais de trabalho - uma alta de 0,61% em relação a agosto e terceiro melhor resultado para setembro. A indústria de transformação gerou 66,3 mil postos de trabalho e o comércio, 42,3 mil empregos.

Por conta do início do período das chuvas, a agricultura registrou queda na geração de postos de trabalho e demitiu, em setembro, 20,9 mil pessoas. Apesar disso, o número de demissões é menor que o registrado em setembro de 2010, quando foram extintas 23 mil vagas.

Previsão para 2011

Lupi previa, desde o início do ano, uma geração de empregos formais em torno de 3 milhões de vagas para 2011. Essa previsão, no entanto, foi revista pelo ministro no mês passado. "Acho que outubro e novembro serão dois meses muito fortes na geração de empregos. Revi a previsão de 3 milhões, mas mantenho a expectativa de que a soma do Caged com a Rais (empregos públicos) chegará aos 3 milhões", afirmou.

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