A arquiteta cuiabana Amanda Rangel Sitta alcançou um novo marco na carreira ao integrar o elenco da CASACOR São Paulo 2026, uma das principais mostras de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas. Após 15 anos de atuação na arquitetura comercial, ela passa a assinar um dos ambientes da exposição, realizada entre 2 de junho e 9 de agosto, no Parque da Água Branca, na capital paulista.
Natural de Cuiabá e morando em São Paulo há duas décadas, Amanda construiu sua trajetória desenvolvendo projetos para marcas internacionais que ingressaram no mercado brasileiro. Atualmente, é sócia do Studio Sitta+Barbo, escritório fundado em parceria com a arquiteta Bruna Barbo, reconhecido por projetos comerciais desenvolvidos ao lado de importantes nomes da arquitetura nacional.
Para Amanda, participar da CASACOR representa a concretização de um objetivo profissional construído ao longo da carreira.
"Estar na CASACOR sempre ocupou um lugar especial no meu imaginário. É um dos maiores palcos da arquitetura e do design do país e desperta o desejo de quem vive essa profissão. Quando o convite chegou, a sensação foi muito além da realização de um sonho. Veio também um enorme senso de responsabilidade", afirmou.
Apesar da carreira consolidada em São Paulo, a arquiteta destaca que mantém fortes vínculos com Cuiabá, cidade onde nasceu e onde sua família permanece.
"Foi em Cuiabá que aprendi valores que carrego para toda a vida. Tenho muito orgulho da terra onde nasci e me criei. Representar Mato Grosso em um evento de projeção nacional é motivo de muita alegria", disse.
Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Amanda descobriu ainda durante o estágio sua vocação para a arquitetura comercial, segmento que une arquitetura, estratégia, branding e experiência do cliente.
Ambiente propõe desacelerar
Na edição de 2026 da CASACOR, o Studio Sitta+Barbo apresenta o ambiente "Tempo de Estar", concebido a partir de uma reflexão sobre a relação das pessoas com o tempo e a rotina acelerada.
Segundo Amanda, o projeto busca estimular momentos de pausa, convivência e conexão entre as pessoas.
"Vivemos em um mundo que nos impulsiona constantemente para a produtividade e a velocidade. O projeto propõe justamente o contrário: um convite à pausa, ao encontro, às conversas e à valorização da presença", explicou.
A arquiteta afirma que a mostra também permitiu ao escritório desenvolver um trabalho mais autoral, alinhado à proposta de criar ambientes capazes de despertar emoções e fortalecer a relação entre pessoas e espaços.
Projeto exigiu soluções técnicas
O ambiente foi desenvolvido em um edifício histórico tombado, fator que exigiu soluções técnicas específicas e a coordenação de dezenas de fornecedores, patrocinadores, artistas e parceiros.
Para Amanda, o projeto representa um dos maiores desafios de sua trajetória profissional.
"Foi um dos maiores desafios da minha carreira. Mas, quando olho para trás, o que mais me emociona são as pessoas que estiveram ao nosso lado: minha sócia, nossa equipe, nossos parceiros e minha família, especialmente meu marido, que me deu todo o suporte para que eu pudesse viver esse sonho", concluiu.
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