A família de Ermelinda Maria Teixeira Rosti, de 82 anos, decidiu divulgar as imagens de uma câmera de monitoramento que registraram o atropelamento fatal da idosa, ocorrido na manhã do dia 16 de maio, no perímetro urbano da rodovia BR-158, em Barra do Garças (520 km de Cuiabá). O circuito de segurança flagrou o momento exato em que a pedestre, que retornava para casa a pé carregando sacolas de compras, foi violentamente atropelada por uma motocicleta enquanto atravessava a rua.
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A idosa chegou a ser socorrida e recebeu atendimento hospitalar de urgência, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. O condutor da motocicleta foi identificado e, conforme o boletim de ocorrência, não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Passados pouco mais de dez dias do trágico episódio, os familiares decidiram encaminhar o arquivo de vídeo à imprensa e disponibilizá-lo formalmente à Polícia Judiciária Civil para acelerar os trâmites do inquérito.
O objetivo central da iniciativa é pressionar por uma apuração minuciosa que reconstrua detalhadamente a dinâmica do acidente e analise todos os registros técnicos disponíveis, visto que a própria família identificou sérias divergências entre os fatos reais e o que constava originalmente nos relatórios da ocorrência.
Em declaração oficial, Rosimary Rosti Vicentine, filha da vítima, enfatizou que a mobilização não visa promover julgamentos sumários ou substitutivos nas redes sociais, mas sim assegurar transparência e rigor técnico institucional.
“As imagens agora obtidas por nós trazem novos elementos para nossa compreensão e reforçam a importância de que todos os registros disponíveis, testemunhos e informações técnicas sejam analisados pelas autoridades competentes. Buscamos apenas aquilo que toda família merece após uma perda tão dolorosa: a verdade”, desabafou Rosimary.
O caso gerou grande comoção e acendeu um debate coletivo no município sobre a imprudência de condutores e a necessidade de proteção à vida no trânsito. Ermelinda era amplamente conhecida em Barra do Garças pelo carinho dedicado aos vizinhos e amigos, deixando filhos, netos e uma comunidade profundamente abalada com sua partida abrupta.
O motociclista inabilitado poderá responder criminalmente por homicídio culposo na direção de veículo automotor, qualificado pela falta de permissão para dirigir. Os familiares confirmaram que continuarão acompanhando os desdobramentos jurídicos e cobram que as instituições responsáveis atuem com máxima celeridade.
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