Cidades Sexta-feira, 05 de Agosto de 2011, 12:00 - A | A

Sexta-feira, 05 de Agosto de 2011, 12h:00 - A | A

DISPUTA PELA ÁGUA

Sindicato afirma que greve na Sanecap será decidida somente na próxima semana

Servidores pedem a demissão do presidente da Companhia, Aray Fonseca e dos 64 assessores que segundo eles, oneram a folha da Sanecap

ALIANA F. CAMARGO
aliana@hipernoticias.com.br

Divulgação
Servidores da Sanecap decidem esperar 72 horas resposta do prefeito Chico Galindo e do presidente da Sanecap, Aray Fonseca

Presidente do Sindicato do Trabalhadores em Água, Esgoto e Saneamento Ambiental (Sintaesa), Ideueno Fernandes de Souza, disse que a greve entre os servidores não está deflagrada e que corte de abastecimento jamais será efetivado. Ele disse que a greve ainda não foi decidida e que isso ocorrerá somente na terça-feira (9). A categoria pede a saída do presidente da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap), Aray Fonseca.

Essa foi a posição do presidente, após alguns veículos divulgarem que o indicativo de greve, votado por unanimidade por cerca de 150 servidores na tarde de quinta-feira (04), se trata de uma greve no setor. “Não vamos fazer greve sem abrir o diálogo. Queremos negociar até o último momento”.

A decisão pela greve será somente na terça-feira (09), quando servidores vão avaliar a proposta da prefeitura em relação à uma série de exigências feitas pelos trabalhadores.

Outro ponto apresentado pelo presidente do Sindicato é que nunca se para o fornecimento de água em uma cidade por se tratar de uma ação ilegal e que vai na contramão da Constituição. “Você já pensou se rompe uma adutora de aguá no centro da cidade? Não tem como deixar a aguá jorrando, tem que atender”, afirma.

Os servidores chamaram a assembleia geral e decidiram pelo indicativo de greve, depois que o presidente da Sanecap afastou sete servidores de carreira e demitiu nove funcionários terceirizados. “Eles radicalizaram com as demissões, temos chefes de famílias, que ganham muito pouco”, avalia o sindicalista.

NEGOCIAR

A comissão de mobilização dos servidores da Sanecap pediu na manhã desta sexta-feira (05) audiência com o prefeito Chico Galindo para tratarem do assunto. A previsão é de que até o final da tarde a assessoria dê uma resposta oficial sobre se irá atender ou não os servidores.

SITUAÇÃO INSUSTENTÁVEL

Os servidores, em assembleia geral, votaram pela destituição do atual presidente da Sanecap, de todos os 64 cargos DAS (Direção de Assessoramento Superior), pela integração dos demitidos, pela recondução dos afastados (concursados) e por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as irregularidades, que segundo os funcionários, são muitas.

Para Laura Silveira, uma das demitidas, os DAS não trabalham e são efetivamente cabides de emprego. “A Sanecap é um cabide de emprego. Os DAS ganham mais de R$ 4.500 e ficam o dia inteiro sem fazer nada”, afirma a ex-servidora.

De acordo com o presidente do Sintaesa, Ideueno Fernandes de Souza, caso a decisão seja pela greve o tratamento e distribuição de água e esgoto não serão prejudicados. “Vamos paralisar apenas a gestão administrativa”, conta o presidente.

O presidente conta que agora, esperam pelo apoio da população e com a ajuda dos estudantes. “Contamos com o apoio dos estudantes, já que seus pais precisam estar trabalhando, então os filhos podem ajudar nas ruas. Essa é uma luta pela água de Cuiabá”, disse o presidente.  

Segundo a comissão de mobilização, novas demissões serão anunciadas nos próximos dias pelo secretário da Pasta. Atualmente, a Sanecap têm 480 concursados, 120 terceirizados e 64 DAS.

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