O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) está com 60% da frota inoperante por conta do desligamento de 30% do corpo de servidores sem a devida substituição. Bases importantes como as do Pedra 90, São João Del Rey e Parque Cuiabá, na Capital, além do Cristo Rei e São Mateus, em Várzea Grande, estão entre as afetadas.
Carlos Mesquita, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (SISMA-MT), detalha que, das 12 ambulâncias previstas para atender a região metropolitana, apenas 5 estão operacionais devido à falta de pessoal, após o desligamento de 56 servidores em março. Foram demitidos 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem atuando na linha de frente do serviço de urgência.
Eles cobraram a revisão desses desligamentos e avisaram sobre o impacto da ação na eficiência do atendimento na baixada durante um protesto no mesmo mês. Mesmo assim, a Secretaria Estadual de Saúde informou, em nota, que tais dispensas não afetariam os serviços.
Disseram que a integração do Samu ao Corpo de Bombeiros no ano passado aumentou em 30% os atendimentos e reduziu em 36% o tempo de resposta. Declararam que antes da integração com o Corpo de Bombeiros eram 9 ambulâncias para atendimento do Samu em Cuiabá, após a parceria esse número saltou para 20 ambulâncias.
Carlos Mesquita relata casos graves de demora no atendimento, como o de um trabalhador no Parque das Águas, e critica a "intransigência" do Secretário de Saúde, Juliano Melo. Mesquita faz um apelo ao Governador Mauro Mendes e aos deputados para uma intervenção imediata, afirmando que a situação é urgente e não pode esperar pela audiência marcada para o dia 22.
“No Parque das Águas, um trabalhador estava se preparando para o aniversário de Cuiabá, caiu de uma altura mais ou menos de 4 metros. Esse paciente levou mais de meia hora para ser atendido por uma ambulância. Vocês têm noção o que é meia hora uma pessoa esperar um atendimento de ambulância? Quem vai dar satisfação para a família desse paciente? Eu acredito que ele está entubado, está em estado grave.”
Segundo a pasta, a integração do Samu ao Corpo de Bombeiros no ano passado aumentou em 30% os atendimentos e reduziu em 36% o tempo de resposta. Declararam que antes da integração com o Corpo de Bombeiros eram 9 ambulâncias para atendimento do Samu em Cuiabá, após a parceria esse número saltou para 20 ambulâncias
O Sisma-MT não sinalizou a intenção da categoria paralisar os serviços, no entanto, alertou que as baixas nas bases implicam na demora do atendimento. As demissões foram discutidas em audiência da Comissão de Saúde nesta terça-feira (14).
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