A filha da terceira-sargento da Polícia Militar, Heloísa Pérola, encontrada morta na semana passada em Alto da Boa Vista, fez um desabafo público sobre as dificuldades enfrentadas após a morte da mãe. Em vídeo gravado dentro da residência da policial, Fernanda Pérola criticou a falta de apoio de instituições e relatou problemas financeiros e logísticos para organizar os pertences da família.
Segundo Fernanda, antes mesmo da morte, familiares já demonstravam preocupação com o estado emocional da sargento e chegaram a procurar superiores da militar para solicitar medidas preventivas.
“Falei com os superiores dela [...] que era pra remover todas as armas da casa e que iam dar apoio pra levar ela até Cuiabá, porque a gente ia internar ela”, relatou.
Ela afirma que, apesar dos alertas, a mãe não chegou a passar por acompanhamento psicológico dentro da corporação e continuou exercendo suas funções normalmente.
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Fernanda também relatou que, após o falecimento, não recebeu o suporte que teria sido prometido por integrantes da Polícia Militar.
“Disseram que iam me ajudar com caminhão, com os cachorros, com as coisas. Eu cheguei aqui e estou sozinha”, disse.
De acordo com a filha, ela tem arcado sozinha com despesas para retirada dos bens da mãe, incluindo custos com transporte, além de lidar com o cuidado de cinco cães deixados pela sargento.
“Estou tendo que desembolsar cerca de R$ 2 mil para levar as coisas da minha mãe. Não tinha preparo financeiro para isso”, afirmou.
Ela também mencionou dificuldades para conseguir ajuda no transporte dos animais e criticou a falta de mobilização de pessoas próximas à mãe.
No desabafo, Fernanda classificou a situação como “descaso” e afirmou que não houve suporte institucional adequado nem antes, nem após a morte da sargento.
“Ninguém se prontificou a ajudar minha mãe em vida e ninguém está ajudando agora”, declarou.
A jovem também relatou que precisou recorrer a alternativas como organização de vaquinha para custear despesas, além de contar com ajuda pontual de amigos e familiares próximos.
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CONFIRA:
CASO REPERCUTE
A morte da sargento Heloísa Pérola é investigada pela Polícia Civil e, até o momento, é tratada inicialmente como suicídio. Ela era mãe do lutador de kickboxing Gabriel Pertusi, cuja morte, ocorrida em janeiro deste ano, também foi apontada pela perícia como suicídio, apesar de questionamentos da família.
Os dois casos ganharam repercussão estadual e seguem sendo acompanhados pelas autoridades.
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CANAIS DE APOIO
O caso reacende o debate sobre saúde mental, especialmente em situações de luto e trauma. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, com atendimento 24 horas e sigilo garantido.
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