O restaurante Cupim Cuiabano, localizado na Avenida Carmindo de Campos, no Bairro Jardim Paulista, em Cuiabá, contestou, por meio de nota oficial, os fundamentos técnicos de sua terceira interdição ocorrida na última sexta-feira (31). O estabelecimento nega a existência de contaminação fecal e afirma que os dados dos laudos estão sendo divulgados de forma a induzir o público ao erro.
A principal divergência técnica apresentada pelo restaurante diz respeito à análise da água. Enquanto a fiscalização apontou a presença de coliformes, a empresa destaca que o laudo técnico não identificou o parâmetro Escherichia coli (E. coli).
"Destacamos que o laudo técnico não identificou a presença de Escherichia coli (E. coli), principal indicador de contaminação fecal, apresentando resultado AUSENTE para esse parâmetro. Por isso, entendemos que a forma como as informações foram divulgadas pode induzir o público a uma percepção equivocada sobre a real situação retratada pelos documentos técnicos", rebateu em nota.
Para a direção do local, utilizar a presença de coliformes para sugerir insalubridade sem mencionar a ausência da bactéria específica configura uma linguagem "sensacionalista" com potencial de dano à imagem do negócio.
A Vigilância Sanitária Municipal e a Polícia Civil (Decon) realizaram a interdição após apontarem que o local funcionava clandestinamente.Além da questão da água, os fiscais relataram vazamento de esgoto nos fundos do imóvel e acúmulo de sujeira em equipamentos e tubulações
Além da nota de posicionamento, o restaurante contestou a interdição publicando laudos técnicos, certificados de controle de pragas, relatórios técnicos de limpeza de reservatórios de água, relatório de análise da qualidade da água e o Alvará de localização e funcionamento com validade para o ano de 2026.
O restaurante ressaltou que sempre respeitou os órgãos de fiscalização e que segue colaborando para realizar as adequações necessárias, mas afirmou que adotará medidas administrativas e judiciais contra o que classifica como excessos na divulgação dos fatos.
"Diante da forma como os fatos foram apresentados ao público, serão adotadas todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para resguardar a honra objetiva, a imagem e os direitos do estabelecimento, bem como para buscar a devida responsabilização por eventuais excessos e danos causados", declarou.
O caso ganhou um novo capítulo após a veiculação de que o restaurante tentou esconder o aviso de interdição da fiscalização para continar atendendo normalmente.
A fiscalização reforçou que o responsável poderá responder criminalmente caso o restaurante seja reaberto sem a devida autorização e correção das irregularidades
O caso segue sob acompanhamento da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor.
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