Cidades Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011, 18:28 - A | A

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E AGORA?

Rede privada não tem condições de absorver pacientes do SUS, diz presidente de sindicato

Ricardo Melo critica decisão de juiz, que determinou internação de pessoas do SUS em hospitais particulares, por causa de superlotação no Pronto-Socorro de Várzea Grande; PS da Capital teve ala interditada

HÉRICA TEIXEIRA
herica@hipernoticias.com.br

Mayke Toscano/Hipernotícias

Chuva provocou alagamento de ala no Pronto-Socorro de Cuiabá e pacientes foram transferidos para Várzea Grande

O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat), José Ricardo de Melo, criticou a decisão do juiz Jones Gattas Dias, que determinou que pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de Cuiabá sejam encaminhados para o hospitais particulares da Capital, independente do unidade de saúde serem ou não conveniados ao SUS.

“Não temos estrutura e nem condições para atender estes pacientes. Temos 15 hospitais e destes em média seis unidades têm pronto-socorro e estes são considerados como maiores. A rede privada não tem estrutura para PS, apenas pronto-atendimento (PA)”, declarou.

A decisão foi dada após a Defensoria Pública entrar com medida cautelar na tarde de quarta-feira (19) em caráter de urgência, já que pacientes de Cuiabá estão superlotando o Pronto-Socorro de Várzea Grande.

A transferência de pacientes das unidades de saúde da Capital aconteceu porque no dia 14 passado o teto de uma das alas no Pronto-Socorro de Cuiabá desabou em consequência da forte chuva. O local, destinado para situação de emergência, foi interditado.

Para o magistrado, a determinação tem o objetivo de conter a superlotação da unidade de Várzea Grande. “Dada a excepcionalidade da ocorrência examinada nos autos, com vistas à prestação do serviço de forma adequada, contínua, segura e eficaz, a fim de evitar a superlotação do Pronto-Socorro de Várzea Grande”, proferiu o juiz Gattas.

No entanto, o Sindessmat não ficou satisfeito com a determinação e disse que ainda não foi avisado da decisão do juiz.
“Não recebemos notificação e também não fomos informados. Tinha que haver negociação e não chegar e dar a determinação. Ninguém nos chamou para conversar”, criticou.

José Ricardo informou que o sistema de saúde da rede privada não tem estrutura para atender pacientes de urgência e emergência.

MULTA

Na decisão do Juiz Jones Gattas também prevê a aplicação de multa no valor R$ 1 mil caso a o Estado não cumpra o que está estabelecido.

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