Cidades Terça-feira, 09 de Agosto de 2011, 17:01 - A | A

Terça-feira, 09 de Agosto de 2011, 17h:01 - A | A

OPERAÇÃO

Polícia Civil apresenta suspeitos da morte de prefeito e PM o resultado de operação Gênesis

Delegados contam em entrevista coletiva marcada para esta quarta-feira como chegaram até suspeitos pela execução de prefeito de Novo Santo Antônio

Ednilson Aguiar/Secom-MT
Força-tarefa em trabalho na região de fronteira utilizou dois helicopteros do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer)

A Polícia Civil marcou para esta quarta-feira (10) apresentação do resultado das investigações sobre a execução do prefeito Valdemir Antônio da Silva, o “Quatro Olho”, do município de Novo Santo Antônio (1.063 km de Cuiabá). Valdemir foi morto dentro de casa no dia 23 de julho.

Os delegados Ronan Gomes Vilar, da Delegacia Regional de Porto Alegre do Norte, e Wilyney Santana Borges, da Delegacia Municipal de São Félix do Araguaia, responsáveis pelas investigações, mostrarão à imprensa detalhes das investigações da morte do prefeito. 

Duas pessoas já foram presas pela Polícia Judiciária Civil suspeitas de envolvimento no assassinato do prefeito. São eles: Alexandre Silveira Barbosa, 35 anos, preso na segunda-feira (8) na cidade de Nova Xavantina, e Luciano Cavalcante Nascimento Vieira, 31 anos, conhecido como ‘Batata’, preso no domingo (7), no município de Bom Jesus do Araguaia. 
 
Segundo o delegado Wilyney Santana Borges, o suspeito Luciano Cavalcante foi o executor, mas ele nega que tenha recebido pagamento. Luciano declarou à polícia que participou do crime a convite de Alexandre, que alegou ter rixas com o prefeito.

Na casa de Luciano, os policiais apreenderam uma motocicleta Twister vermelha e um gorro de lã usado para encobrir a cabeça. Luciano não justificou como conseguiu comprar a moto.

O prefeito Valdemir Antônio da Silva foi assassinato a tiros dentro de sua casa no dia 23 de julho. Os dois executores chegaram à pé na casa da vítima, com o rosto descoberto, e atiraram três vezes no prefeito, fugindo em seguida.

OPERAÇÃO

Terminou nesta terça-feira (9) a Operação Gênesis 2 que percorreu 983 quilômetros de fronteira entre Brasil e Bolívia em 15 dias.

Um dos comandantes da operação, o tenente-oronel PM Antônio Mario Ibanêz, coordenador do Grupo Especial de Fronteiras, junto com o secretário de Estado de Segurança Pública (SES), Diógenes Curado, concedem coletiva nesta quarta-feira (10) às 10h, para apresentar o balanço final da operação.

 

 

A operação tem como objetivo agir contra o roubo de veículos, principalmente em região de fronteira  onde a incidência é grande e pelo Governo da Bolívia conceder anistia a carros de origem desconhecida, contra  o tráficos de drogas e outras ações ligadas a outras secretarias envolvidas.

Ednilson Aguiar/Secom-MT
Além dos trabalhos por terra e pelo ar, operação também realizou patrulhamento fluvial nos rios Cuiabá, São Lourenço, Paraguai e Jauru

No total, 37 instituições municipais, estaduais e federais foram parceiras da SES. Na força-tarefa foram utilizadas 200 viaturas, 2 helicópteros do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), 600 pessoas mobilizadas, dados preliminares indicam que 120 barreiras foram realizadas por policiais militares.

A operação teve o envolvimento de diversas áreas – Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Força Nacional, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Técnica (Politec), Corpo de Bombeiros, fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Receita Federal, Secretaria de Meio Ambiente, Ministério do Trabalho, Agência Brasileira de Intenligência (Abin), Grupo de Atenção Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e Policia Rodoviária Federal.

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