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Cidades Sábado, 24 de Outubro de 2026, 14:46 - A | A

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Sábado, 24 de Outubro de 2026, 14h:46 - A | A

FUGIU A PÉ

Piloto que incendiou avião após interceptação da FAB morre em confronto com o Gefron

Identificado como E.C.C., de 39 anos, piloto que havia incendiado um avião monomotor vindo da Bolívia após interceptação da FAB morreu na manhã deste sábado (24) após confrontar equipes do Gefron e da Polícia Militar em Juara

BIANCA MORTELARO
Da Redação

Reprodução

PILOTO MORRE CONFRONTO GEFRON

O piloto de uma aeronave interceptada pela Força Aérea Brasileira (FAB) após entrar irregularmente no espaço aéreo brasileiro morreu após um confronto com policiais do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), na manhã deste sábado (24), em uma fazenda na zona rural de Juara (cerca de 550 km de Cuiabá).

Segundo a Polícia Militar, o homem identificado como E.C.C, de 39 anos, fugiu após pousar a aeronave e foi localizado por equipes policiais depois de buscas durante toda a noite.

LEIA MAIS: Após interceptação da FAB, piloto incendeia avião e foge em MT

De acordo com o relato policial, a equipe tentou abordar o piloto por volta das 6h30, mas ele teria reagido e efetuado um disparo de arma de fogo contra os agentes. Os policiais afirmaram que revidaram à agressão e só interromperam os disparos após cessar a resistência do suspeito.

Após o confronto, a equipe acionou o serviço de resgate de Juara e iniciou o socorro devido à distância do local. Durante o deslocamento, os policiais encontraram uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que assumiu o atendimento e encaminhou o homem ao Hospital Municipal de Juara. O registro policial classifica a ocorrência como morte decorrente de intervenção policial.

A ação ocorreu um dia depois de a FAB interceptar a aeronave, um Cessna branco que voava sem plano de voo e com matrícula não identificada. A interceptação foi realizada na sexta-feira (23) por um caça A-29 Super Tucano, com apoio de uma aeronave E-99, conhecida como avião-radar, e coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE).

Conforme a FAB, o avião suspeito vinha da Bolívia e foi alvo de medidas de policiamento do espaço aéreo. Ao perceber a interceptação, o piloto realizou um pouso forçado em uma região próxima a Juara, incendiou a aeronave e fugiu a pé.

A Polícia Militar informou que, após perícia no avião incendiado, foram encontrados indícios de que a aeronave transportava entorpecentes, mas não foi possível determinar a quantidade. Uma pistola calibre .22, da marca Bersa, e 16 munições intactas foram apreendidas durante a ocorrência.

A ação da FAB foi realizada em coordenação com a Polícia Federal, enquanto as buscas terrestres contaram com a participação de equipes policiais, incluindo o Gefron. O caso segue sob apuração.

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