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Cidades Sexta-feira, 23 de Outubro de 2026, 21:20 - A | A

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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2026, 21h:20 - A | A

ACIDENTE FATAL

Técnico de 25 anos morre após choque elétrico e queda durante montagem na Musiva

Matheus da Silva Castanha ficou cinco dias internado após cair de cerca de três metros; sindicato alerta para problemas de segurança no setor de eventos

DA REDAÇÃO

REPRODUÇÃO

Matheus da Silva Castanha.jpeg

O técnico Matheus da Silva Castanha, de 25 anos, morreu na quarta-feira (21), cinco dias depois de sofrer um choque elétrico e cair de uma escada durante um serviço na casa de shows Musiva, em Cuiabá. Ele trabalhava na instalação de equipamentos de som e iluminação quando ocorreu o acidente, em 16 de outubro.

Conforme informações do boletim de ocorrência, Matheus estava a aproximadamente três metros de altura quando recebeu a descarga elétrica e caiu. O impacto provocou traumatismo craniano e uma fratura exposta no punho esquerdo.

O trabalhador foi socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Ele permaneceu internado por cinco dias, mas morreu na quarta-feira.

A equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada para os procedimentos relacionados à liberação do corpo. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.

TRABALHADOR DEIXA DOIS FILHOS

Matheus tinha dois filhos, um menino e uma menina. O sepultamento foi realizado na manhã de sexta-feira (23), conforme informações divulgadas por veículos de comunicação da região.

Em uma homenagem, familiares lamentaram a morte e destacaram o legado que ele deixa para as crianças. A mensagem também agradeceu às pessoas que fizeram parte da vida do jovem.

SINDICATO APONTA PROBLEMAS NO SETOR

A morte repercutiu entre profissionais que trabalham na montagem e na operação de estruturas para eventos. O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de Mato Grosso (Sated-MT) afirmou que há relatos recorrentes de trabalhadores atuando sem equipamentos de proteção individual (EPIs).

O sindicato também apontou problemas relacionados à contratação, à jornada de trabalho e ao pagamento dos profissionais do setor cultural e de entretenimento.

As críticas foram apresentadas pela entidade no contexto da morte de Matheus. Até o momento, as informações disponíveis não confirmam se a falta de equipamentos de proteção foi determinante para o acidente específico. As circunstâncias da ocorrência e eventuais responsabilidades deverão ser esclarecidas pela investigação.

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