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Episódios recentes de brigas entre alunos, agressão a servidores e professores, estupro e ameaças de massacres dentro das instituições de ensino preocupam a comunidade escolar em geral. A crescente de casos de violência em ambientes escolares estaduais é algo que chama atenção nos últimos meses, principalmente em março de 2026.
Já no fim de fevereiro vemos o prenúncio da onda de violência que tomaria as escolas estaduais o mês seguinte. No dia 25, um menino foi apreendido pela Polícia Militar depois de ameaçar uma professora de morte na Escola Estadual Vinícius de Moraes em Dom Aquino (170 km de Cuiabá), que adotou o modelo cívico-militar.
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Já em março, no dia 4, circulou nas redes sociais um vídeo de uma briga registrada por câmeras de segurança dentro de uma das salas de aula da Escola Miltom da Costa Ferreira em Jaciara (147 km de Cuiabá). Nas imagens é possível ver quando um adolescente atinge o outro com socos e cadeiradas.
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No dia 10, uma menina de 13 anos foi estuprada dentro da Escola Estadual José Leite de Moraes, em Várzea Grande. De acordo com a denúncia, um estudante de 16 anos invadiu o banheiro em que ela estava e cometeu o abuso, enquanto outros cinco jovens permaneciam do lado de fora para monitorar a movimentação e impedir qualquer intervenção.
Na semana seguinte, dia 11, na Escola Militar Tiradentes, em Sinop (a 480 Km de Cuiabá), um estudante de 16 anos relatou em Boletim de Ocorrência que uma colega teria tocado em suas partes íntimas e pedido que mostrasse sua genitália.
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Ainda no mesmo mês, no dia 20, uma aluna de 14 anos desmaiou depois que foi espancada por outra colega de 16 anos em frente à Escola Estadual José Domingos Fraga em Sorriso (396 km de Cuiabá). A menor levou o seu alvo pelos cabelos até a rua onde protagonizou o espancamento. Elas precisaram ser separadas por um funcionário.
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No dia subsequente, outra ocorrência. Um vídeo circulou mostrando alunos da Escola Estadual Professor Antônio Cezário Neto, localizada no bairro Bandeirantes, humilhando e agredindo um colega nas escadarias do Morro da Luz, no centro da capital. No dia 27, o estudante Miguel Ferreira Ribeiro, de 12 anos faleceu depois de dois colegas arremessaram pedras nele em uma Escola Cívico-Militar de Nova Canaã do Norte (a 680 Km).
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Em abril, dia 10, numa outra unidade cívico militar, chamada Professora Eunice Souza dos Santos, localizada Rondonópolis (215 km de Cuiabá), uma estudante de 13 ameaçou fazer um massacre na unidade. Ela foi identificada e encaminhada para a delegacia. O caso foi considerado um ato infracional análogo ao crime de ameaça e segue sob apuração da Polícia Civil.
O mesmo colégio passou a ser algo de mensagens de ameça, na quarta-feira (15), quando outro perfil online começou a postar sobre. Pais e funcionários, que já estavam sensibilizados após o episódio da semana anterior. Embora haja especulações sobre possível ligação entre as novas publicações e a adolescente já identificada, até o momento não existe confirmação oficial de que ela seja responsável por esse novo perfil.
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Ainda no dia 10, uma briga na Escola Estadual Doutor Estevão Alves Corrêa, localizada no bairro Tijucal, em Cuiabá, gerou repercussão online por envolver a agressão de professores e funcionários. Eles afirmaram que os alunos não respeitam mais ninguém. A confusão entre duas alunas, com idades entre 13 e 15 anos, começou no banheiro e continuou no pátio, onde dezenas de alunos cercaram as jovens e incentivaram o confronto.
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10% DOS ADOLESCENTES JÁ BATERAM EM COLEGAS
Números comprovam que essa sequencia de fatos faz parte de um fenômeno que surpreende. Mais de 10% dos estudantes de Mato Grosso com idade entre 13 e 17 anos já bateram uma vez ou mais em colegas de sala de aula, é que o aponta a PeNSe (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O levantamento indica que a violência é mais alta entre os meninos: 8% dos entrevistados admitiram que se envolveram em brigas pelo menos uma vez nos últimos 30 dias; enquanto 13% estiveram presentes em pelo menos dois desentendimentos. O percentual entre as meninas é menor, mas também preocupante: 5% das alunas responderam que estavam em pelo menos uma briga; já 6% em duas.
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MEDIDAS OFICIAIS
Sobre o caso específico do colégio no bairro Tijucal, em que servidores também foram alvo das agressões, a Diretoria Metropolitana de Educação (DME) orientou a unidade escolar a seguir o Protocolo de Direcionamentos Frente às Violências na Escola, garantindo atendimento adequado e proteção aos envolvidos.
Entre as medidas adotadas estão acolhimento psicossocial, comunicação às famílias, registro formal da ocorrência, incluindo boletim de ocorrência e encaminhamentos ao Conselho Tutelar. Também foram determinadas ações pedagógicas voltadas à prevenção de novos episódios de violência.
Quando perguntados sobre essa onda de brigas e agressões, a Secretaria de Educação de Mato Grosso reforçou a importância de ações permanentes de prevenção, de escuta e de fortalecimento da convivência no ambiente escolar. Na rede estadual, esse trabalho é desenvolvido pelo Núcleo de Mediação Escolar.
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