Mais de 10% dos estudantes de Mato Grosso com idade entre 13 e 17 anos já bateram uma vez ou mais em colegas de sala de aula, é que o aponta a PeNSe (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O levantamento indica que a violência é mais entre os meninos: 8% dos entrevistados admitiram que se envolveram em brigas pelo menos uma vez nos últimos 30 dias; enquanto 13% estiveram presentes em pelo menos dois desentendimentos.
O percentual entre as meninas é menor, mas também preocupante: 5% das alunas responderam que estavam em pelo menos uma briga; já 6% em duas.
A neuropsicóloga Adriana Paulina disse ao HNT que a violência doméstica é um dos fatores que contribui para a concepção desse cenário entre os adolescentes. Segundo ela, ao conviver com discussões acalorados os jovens passam a normalizar a comportamentos intolerantes.
"O bullyng, o racismo, a xenofobia entre outras formas de preconceito também contribuem para o aumento da agressividade e violência no ambiente escolar. Todos esses fatores contribuem para o adoecimento psicológico da criança e/ou adolescente que se torna ansioso, depressivo ou ainda se isole socialmente, além é claro de questões como, por exemplo, o autismo não diagnosticado, entre outras questões neuropsicológicas", falou a especialista.
A terceirização da formação do caráter à escola é outro tópico que complica as relações entre os alunos. A psicóloga ressaltou que a formação do caráter compete as famílias que precisam "cumprir seu papel".
"O papel da escola é transmitir conhecimento, proporcionando a esse aluno um ambiente seguro e confiável. Ambos ajudam esse aluno a ser o mais saudável possível no seu desenvolvimento seja no ambiente escolar ou familiar", concluiu Adriana.
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ALUNA NOCAUTEADA
Um dos casos emblemáticos de violência entre adolescentes registrados nas últimas semanas foi o da aluna que chegou a desmaiar após ser nocauteada na porta da Escola Estadual José Domingos Fraga em Sorriso (396 km de Cuiabá). A agressora foi outra estudante da unidade, uma adolescente de 16 anos. A menor levou o seu alvo pelos cabelos até a rua onde protagonizou o espancamento .
Imagens do momento mostran a agressora desferindo socos na cabeça do seu desafeto. A menina tentou reagir, mas alunas param no chão. A adolescente de 16 anos subiu em cima da aluna de 14 e um funcionário da escola conseguiu separar a briga. Em seguida, a menor de 14 anos desmaiou sobre o asfalto. O caso foi registrado no dia 20 de março.
VEJA VÍDEO
METODOLOGIA DA PESQUISA
A pesquisa foi desenvolvido pelo IBGE, em parceria com o Ministério da Saúde e com a colaboração do Ministério da Educação (MEC).
Foram entrevistados 118.099 adolescentes que frequentavam 4.167 escolas públicas e privadas de todo o Brasil em 2024, e a amostra é considerada representativa do universo de estudantes do país.
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