Uma mulher de 24 anos foi resgatada pela Polícia Militar na madrugada deste domingo (19), no Distrito de Conselvan, em Aripuanã, após ser mantida em cárcere privado e submetida a uma sessão de tortura por membros de uma facção criminosa. A vítima foi encontrada amarrada em um quarto de uma casa noturna, com sinais de violência física e uma das unhas arrancada. O crime, conhecido como "salve", teria sido motivado por um desentendimento em um estabelecimento local.
Em depoimento, a vítima relatou que a confusão começou após o companheiro de uma conhecida comparecer ao local sem o consentimento da esposa. Durante a discussão, uma funcionária do estabelecimento teria acionado o "disciplina" de uma organização criminosa para intervir. O agressor chegou acompanhado de outros indivíduos (estimados entre cinco e sete pessoas) e passou a agredir a mulher e seu acompanhante, antes de trancá-los no quarto sob constantes ameaças de morte e subtrair o telefone celular da vítima.
A intervenção policial ocorreu após o irmão da vítima acionar a guarnição, denunciando que ela estaria sendo mantida sob poder de criminosos no estabelecimento "Dolce Vita". Ao chegarem ao local, os militares avistaram um suspeito fugindo pelos fundos, mas conseguiram adentrar o imóvel e localizar a mulher sentada em uma cama, com os punhos amarrados. Além das marcas de amarração, a equipe constatou lesões graves que indicavam que a vítima teve uma unha extraída como forma de castigo
A Polícia Militar realizou rondas intensivas em toda a região do distrito, mas os suspeitos conseguiram escapar ao perceberem a aproximação da viatura. O caso foi registrado como tortura e ameaça, evidenciando a violência empregada pelo grupo para aplicar "disciplina" paralela. As investigações agora seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, que trabalha para identificar os envolvidos e a funcionária que teria solicitado a presença dos criminosos no local.
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