A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) recebeu, na manhã desta quarta-feira (4), a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, às obras do Centro de Vivência, no Câmpus Cuiabá. A agenda integrou o cronograma oficial do ministro no estado e reuniu estudantes, docentes, técnicos administrativos, além de autoridades políticas, representantes sindicais e lideranças institucionais.
Paralisada desde 2016, a obra do Centro de Vivência foi retomada pela atual gestão e tem prazo estimado de conclusão de 18 meses, com previsão de entrega em dezembro de 2026, conforme conta o prefeito do Câmpus Cuiabá, Paulino Simão de Barros.
O espaço foi concebido para fortalecer a convivência universitária, abrigar atividades culturais, acadêmicas e institucionais e ampliar a integração entre a universidade e a sociedade e tem R$ 2,5 milhões, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para finalização.
Durante a visita técnica, à comunidade acadêmica acompanhou a apresentação do andamento da obra e das perspectivas de uso do espaço, considerado estratégico para a vida universitária. O Centro de Vivência deverá funcionar como um ambiente multiuso, voltado ao encontro, à circulação de pessoas e à promoção de atividades culturais e formativas.
A presença do ministro também simbolizou o apoio do Governo Federal à retomada de obras paralisadas em universidades federais em todo o país, dentro de uma política de reconstrução da infraestrutura da educação superior.
COMPROMISSO INSTITUCIONAL E SEGURANÇA
Ao avaliar a visita, a reitora da UFMT, professora Marluce Souza e Silva, destacou o caráter institucional do momento. “Para nós, essa visita representa uma conquista. Desde o primeiro encontro com o ministro, apresentamos nossas demandas e hoje recebemos, publicamente, a confirmação de que o presidente Lula, o Ministério da Educação, o Ministério da Saúde e a Ebserh estarão somando esforços com a gestão da universidade para fortalecer este campus”, afirmou.
reitora enfatizou a necessidade de garantir segurança e dignidade no espaço universitário. Segundo ela, investimentos em infraestrutura também estão diretamente relacionados à proteção da comunidade acadêmica. “Precisamos garantir dignidade aos docentes e técnicos administrativos e segurança aos estudantes, para que a universidade seja, de fato, um espaço acolhedor”, pontuou.
Marluce Souza e Silva também destacou a implantação de um novo Hospital Universitário, fruto de parceria com o Governo do Estado e com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). De acordo com a reitora, o compromisso institucional envolve não apenas a entrega da obra, mas a equipagem e o pleno funcionamento da unidade, que atenderá a população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e contribuirá para a formação de profissionais da área da saúde.
A reitora agradeceu a presença do ministro e reforçou que a retomada de obras estruturantes representa um avanço importante na consolidação da UFMT como instituição pública de ensino, pesquisa e extensão.
RECONSTRUÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR
Em sua fala, o ministro Camilo Santana destacou que a visita ao Centro de Vivência integra uma diretriz do Governo Federal para concluir obras inacabadas ou paralisadas nas universidades federais. “Há uma determinação do presidente Lula para que todas as obras paralisadas ou inacabadas nas universidades federais sejam concluídas. Esta é uma obra que estava parada desde 2016 e que agora está sendo retomada com recursos do PAC, assim como outras intervenções em diferentes campi da própria universidade”, afirmou.
O ministro ressaltou ainda o compromisso com a ampliação e consolidação da UFMT, citando a implantação de novos campi em municípios como Lucas do Rio Verde. Segundo ele, o investimento não se limita a grandes obras, mas também contempla melhorias estruturais e reparos em diferentes espaços da universidade, a partir das demandas apresentadas pela gestão.
Camilo Santana lembrou que as universidades federais enfrentaram, nos últimos anos, um período de forte restrição orçamentária, sem reajustes salariais e sem autorização para contratação de novos servidores. “Foram seis anos sem reajuste salarial e sem autorização para novas contratações de professores e técnicos. Ontem mesmo, a reitora nomeou mais 60 novos servidores para a universidade, e a Câmara dos Deputados aprovou mais de 8.600 vagas para recomposição e ampliação dos cursos”, destacou.
De acordo com o ministro, essas ações fazem parte de um processo mais amplo de reconstrução institucional. “Estamos conduzindo um processo de reconstrução orçamentária, de valorização salarial e de fortalecimento dos servidores. É um conjunto de ações de reparação e reconstrução que o presidente Lula vem conduzindo”, afirmou.
VISITA AO CENTRO DE EQUOTERAPIA DA UFMT
Para encerrar a agenda no Câmpus Cuiabá, o ministro da Educação, Camilo Santana, visitou o Centro de Equoterapia da Universidade Federal de Mato Grosso, vinculado às ações de extensão da universidade. A atividade integrou o roteiro institucional da visita e apresentou ao ministro uma das iniciativas de referência da UFMT na área de inclusão e atendimento à pessoa com deficiência.
A pró-reitora de Cultura, Extensão e Vivência, Lisiane de Jesus, destacou a importância da visita e do reconhecimento institucional ao trabalho desenvolvido no espaço. “Foi uma oportunidade muito significativa apresentar ao ministro o Centro de Equoterapia da UFMT, um trabalho que levou cerca de oito anos para se consolidar e que hoje é referência no estado”, afirmou.
Segundo a pró-reitora, a UFMT é a única universidade de Mato Grosso que mantém um Centro de Equoterapia com atendimento gratuito à pessoa com deficiência. Ela ressaltou ainda o potencial do espaço como projeto estruturante da extensão universitária. “É um projeto que articula ensino, pesquisa, extensão e inovação. A extensão é o que move a universidade, e o Centro de Equoterapia expressa esse compromisso social da UFMT”, destacou.
Lisiane de Jesus também afirmou que a experiência tem servido de inspiração para a implantação de iniciativas semelhantes em outros campi da instituição. “Nossa expectativa é que esse modelo possa ser ampliado, inclusive para os campi do interior, para que mais pessoas tenham acesso a esse tipo de atendimento”, concluiu.
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