Protagonista do fato mais comentado em Cuiabá durante o final de semana, a comunicadora visual Rúbia Juliana Pereira Duarte, 29 anos, agradeceu a sensibilização das pessoas com relação ao desaparecimento de seu filho Miguel, na tarde deste domingo (27), enquanto brincava no Parque Mãe Bonifácia. Contudo, ela diz que a ampla divulgação do caso acabou com sua vida. Agora ela não sai mais de casa, com medo de ser linchada.
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De acordo com Rúbia, muitas das informações que foram repassadas em grupos, sites de notícias e até mesmo na televisão não procedem. Em entrevista ao HiperNotícias, ela afirmou que estava na companhia do filho no parque, quando a criança sumiu por quase 40 minutos. Desesperada, ela logo colocou imagens em um grupo de amigos, para informar sobre o desaparecimento.
"Fiz isso porque, se alguém também estivesse no parque e vesse a criança saberia que era minha. Mas, sem intenções nenhuma de divulgar na mídia. Acontece que depois disso, todo mundo começou a me ligar e meu celular travou e desligou, o que impossibilitou a comunicação, para falar que já estava tudo bem. No entanto, como eu estava bastante nervosa e procurando meu filho, eu nem procurei olhar o celular novamente", disse a mãe.
Ela conta que, minutos depois, a criança reapareceu e tinha apenas corrido para buscar a bola. Depois de recuperar o filho, Rúbia diz que foi para casa e colocou o celular para carregar, para avisar às pessoas que tudo foi apenas um susto. No entanto, o bebê chorava bastante, com medo pelo acontecido.
"Naquele momento minha preocupação era somente com meu filho. Então dei banho, mama e depois ele dormiu. Só fui saber do que tava acontecendo porque meus familiares chegaram na minha casa arrombando a porta e falando do 'pampero', que todo mundo já tinha visto na televisão e nas redes sociais", disse.
Como a criança foi encontrada na casa da mãe, o comentário geral nas redes sociais é de que Rúbia mobilizou policiais, cães e população para encontrar o garoto "só para chamar atenção". Além disso, ela conta que já começou a sofrer hostilização, com pessoas afirmando que ela é "louca" e "toma remédio controlado".
"Tive que excluir meu Facebook, porque o povo está me xingando e ameaçando me linchar. Agora estou escondida na casa de uma prima minha, sem dormir desde ontem, com medo da reação das pessoas. Contudo, eu acho que as pessoas devem ter cautela, porque assim como aconteceu comigo, também pode acontecer com outra pessoa. O negócio é que não souberam usar as informações e simplesmente tacaram na mídia, fazendo de uma coisa um monstro", concluiu.
O CASO
A notícia sobre o sequestro da criança gerou grande comoção popular no final da tarde deste domingo (27). Mas não passava de um boato, supostamente plantado pela própria mãe do bebê.
Segundo informações da Polícia Militar, nunca existiu nenhum sequestro ou mesmo desaparecimento da criança, tudo foi uma boataria das redes sociais. Só que mais de 50 pessoas 'caíram' nessa e foram ao Parque Mãe Bonifácia tentar ajudar a localizar o pequeno Miguel, mas o parque estava fechado.
As informações repassadas pela mãe por meio do aplicativo WhatsApp eram de que a criança estaria jogando futebol no Parque Mãe Bonifácia com a mãe e chutou a bola longe demais. Enquanto a mulher foi pegar a bola, a criança desapareceu com um homem. Essa história já foi averiguada como falsa.
A criança foi localizada na casa da própria mãe. O menino foi levado junto com a mulher e a babá para o Cisc Planalto, para prestar esclarecimentos, pois existe a suspeita de que a própria mãe teria iniciado o boato sobre o falso sequestro. Contudo, a Polícia Civil resolveu fechar o caso, pois não houve crime algum.
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