Cidades Domingo, 21 de Agosto de 2011, 14:00 - A | A

Domingo, 21 de Agosto de 2011, 14h:00 - A | A

GREVE

Justiça determina que sindicatos mantenham 75% de trabalhadores em UTIs e centro cirúrgico

Decisão é do Tribunal Regional do Trabalho a pedido dos donos de hospitais; caso não seja cumprida, os Sindicatos podem pagar multa diária de R$ 50 mil

DA REDAÇÃO

 

Mayke Toscano/Hipernotícias

Greve dos enferiros, técnicos e auxiliares inicia nesta segunda-feira (22)

O Tribunal Regional do Trabalho por meio da decisão do desembargado, Roberto Benatar determinou que os Sindicatos dos Profissionais de Enfermagem (Sinpen)  e dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (Sessamt)  mantenham  a permanência de 75% dos trabalhadores em UTIs (Unidades de Tratamentos Intensivos)  e centros cirúrgicos, duas pessoas em prontos atendimentos e 30% nos demais serviços de saúde, respeitando o limite mínimo de 2 trabalhadores por posto de enfermagem.

Nesta semana, representantes do Sinpen afirmaram que a paralisação na rede privada de saúde inicia nesta segunda-feira (22) e que os atendimentos em UTIs e centros cirúrgicos seria de 50% e 30% para as demais atendimentos de saúde.

Caso os sindicatos não cumpram a decisão, o TRT estipulou a multa diária no valor de R$ 50 mil em favor do Fundo de Apoio ao Trabalhador (FAT).

O pedido foi feito pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindessmat) no intuito de preservar o bom atendimento aos pacientes e a população que utiliza os serviços da rede privada.

“Não podemos também oferecer índices que comprometam a receita de hospitais filantrópicos ou de pequeno porte como os do interior do Estado. A convenção atinge todos, não só os de grande porte localizados na Capital”, explica José Ricardo de Mello, presidente do Sidessmat.

BRIGA SALARIAL

Um exemplo é a Santa Casa de Misericórdia, que por ser uma instituição filantrópica, informou ao Sindessmat que não teria condições de dar mais que 4% de reajuste nesse momento pelo impacto que causará em sua folha de pagamento. “Mais que esse percentual seria comprometer 75% de nossa receita só para a folha salarial, o bom senso tem que predominar”, defende o provedor da Santa Casa, Luis Felipe Sabóia Ribeiro Filho.

Os Sindicatos dos Enfermeiros e Empregados alegam que trabalham com um salário defasado e que o aumento é possível para alguns hospitais. No caso dos enfermeiros, a briga maior é pelo aumento dos técnicos de enfermagem que representam 90% da categoria. De acordo com o Sinpen, a categoria pede o piso de R$ 800,00.

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