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Cidades Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2020, 14:00 - A | A

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Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2020, 14h:00 - A | A

RETROSPECTIVA

Incêndio que assolou Pantanal destruiu mais de 20% do bioma em 2020

RAYNNA NICOLAS
REDAÇÃO

Em julho deste ano, o Pantanal matogrossense foi assolado por um incêndio que durou meses e devastou mais de 20% do bioma. A situação dramática, por outro lado, também mobilizou ações solidárias em prol da recuperação da fauna e flora e a atenção de diversas autoridades regionais e nacionais. 

Vinicius Appolari

Incêndio no Pantanal

Vinicius Appolari

LEIA MAIS: Fotógrafo registra trabalho dos bombeiros durante incêndio no Pantanal; veja fotos

Em agosto de 2020, aproximadamente um mês desde o início dos incêndios, já era possível ver o rastro de destruição deixado pelas chamas no Pantanal. À época, o fotógrafo Vinicius Appolari fez registros durante o trabalho do Corpo de Bombeiros que tentava, incessantemente, conter o fogo na região. As chamas já haviam consumido uma área equivalente a 300 mil campos de futebol. 

Em setembro a situação se agravava e Organizações Não Governamentais (ONGs) começaram a se manifestar em prol, principalmente, dos animais do Pantanal.

LEIA MAIS: ONG faz campanha de doações para atender animais afetados pelas queimadas no pantanal

Naquele mês, ‘Ampara Animal’ junto com a frente ‘Ampara Silvestre’ criou a campanha ‘Pantanal em Chamas’. A ação tinha como objetivo arrecadar fundos para dar suporte nos resgates aos animais do Pantanal, que estão sendo gravemente afetados pelas queimadas que dominam o bioma. Vários veterinários e biólogos voluntários também se deslocaram para atender os animais no local.

LEIA MAIS: Alunos apontam que incêndios no Pantanal foram provocados por ação humana

Mauro Pimentel/AFP

queimadas pantanal

Mauro Pimentel/AFP

Ainda em setembro, os primeiros laudos periciais sobre a tragédia apontaram que os incêndios registrados na região do Pantanal mato-grossense foram provocados por ação humana. Os laudos das perícias realizadas pelo Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional (Ciman-MT) foram encaminhados para a Delegacia de Meio Ambiente (Dema). 

LEIA MAIS: Em Cuiabá ministro garante aporte de R$ 10 milhões para combater incêndios no Pantanal

No dia 16 de setembro, o ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho garantiu um aporte financeiro de R$ 10,1 milhões para o governo estadual aplicar no combate às queimadas que atingem a região do Pantanal. Segundo balanço da época, 1,6 milhões de hectáres já tinham sido devastados pelo fogo, a área é o equivalente ao cinco vezes o tamanho de Cuiabá.

Três dias depois, senadores, deputados federais e estaduais e técnicos legislativos realizaram diligências na região com o objetivo de alcançar soluções integradas, efetivas e de longo prazo. 

LEIA MAIS: Parlamentares realizam diligências no Pantanal e buscam soluções para incêndios

Mauro Pimentel/AFP

queimadas pantanal

Mauro Pimentel/AFP

Diante da gravidade da situação, a bióloga Scarlet Fauth alertou ao HNT/HiperNotícias que a recuperação do bioma poderia demorar anos. 

"Podemos perder em diversidade e riqueza muitas espécies de animais, pois o bioma Pantanal por ser um bioma vulnerável e não adaptado à passagem do fogo. Esses animais que ali habitam, não estão preparados para isso. O calor, a falta de recursos alimentares, a falta de água, a perda de habitats, gera um desequilíbrio muito grande neste bioma, sendo impossibilitado uma vida natural para estes animais", explicou Scarlet. 

LEIA MAIS: Prejuízos para o Pantanal ainda são incalculáveis e animais podem sofrer por anos, alerta bióloga

Em outubro, i ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, procurou minimizar a responsabilidade do governo federal sobre os incêndios recordes que atingem o Pantanal e disse que a gestão federal é responsável por apenas 6% da área total do bioma, cabendo aos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul a fiscalização por 94% do território.

LEIA MAIS: A senadores, Salles diz que governo federal fiscaliza só 6% do Pantanal

Vinicius Appolari

Incêndio no Pantanal

Vinicius Appolari

Depois de quatro meses de incêndios e devastação, os incêndios no Pantanal foram controlados no fim de outubro, com o retorno das chuvas. Contudo, à época, ainda existiam focos de incêndio no bioma.

Por outro lado, os animais continuaram sofrendo com a chamada "fome cinzenta", uma condição causada pelo desequilíbrio provocado na cadeia alimentar, que gerou falta de alimentos. O problema ainda se complicava com a falta de água.

“A chuva que está caindo no Pantanal não está sendo suficiente para esses animais se dessedentarem. O trabalho continuará até que as chuvas se fortaleçam e aconteça a rebrota das plantas herbáceas para que a mesofauna e a pequena fauna possa se alimentar e possa manter a cadeia alimentar dos maiores predadores”, detalhou o coronel da reserva do Corpo de Bombeiros, Barroso, que é comandante do Incidente do Posto de Atendimento Emergencial a Animais Silvestres (Paeas). 

LEIA MAIS: Animais do Pantanal sofrem com a fome cinzenta

Após o fogo consumir mais de 20% do Pantanal mato-grossense, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec), anunciou planejamento para investir R$ 439,3 milhões até 31 de dezembro de 2021 em um plano emergencial para recuperação da pecuária pantaneira.

 

Mauro Pimentel/AFP

queimadas pantanal

Mauro Pimentel/AFP

LEIA MAIS: Recuperação do Pantanal

Em novembro, pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) apontou que o Pantanal teve 13% mais de dias sem chuva do que na década de 1960 e massa de água 16% menor, quando considerados os últimos 10 anos.

LEIA MAIS: Pesquisa da UNEMAT aponta perda de 16 em massa de água do Pantanal

“Embora seja encontrado um pulso de inundação bem definido no Pantanal do Norte, ao longo de uma série histórica de 42 anos, o número de dias sem precipitação aumentou muito, assim como a perda de massa de água na paisagem nos últimos 10 anos, especificamente durante a estação seca”, explicou o professor da Unemat, Ernandes Sobreira Oliveira Junior, doutor em Ecologia pela Universidade Radboud (Holanda).

Já em dezembro, mais um capítulo sobre as causas dos incêndios no Pantanal se desenrolou. A Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), da Polícia Civil, cumpriu no último dia 18, quatro mandados de busca e apreensão, realizou requisições de documentos e de perícias complementares dentro da Operação Abuterum que está angariando elementos probatórios dentro dos inquéritos que apuram ocorrências de incêndios ilegais no Pantanal mato-grossense e na Baixada Cuiabana.

Foram realizadas buscas e apreensões em três propriedades rurais e em uma residência no Pantanal e solicitadas perícias complementares à Politec em duas áreas rurais. 

LEIA MAIS: Polícia realiza buscas em proprieade em investigação sobre incêndios ilegais no Pantanal

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