A doutora pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Julianne Caju, disse ao HNT TV Entrevista que o negro brasileiro ainda está não foi completamente ressarcido pelo período da escravidão, considerando que o país existe há 525 anos e a abolição é uma medida recente, concedida 137 anos. Caju defende que o governo federal e o Congresso continuem discutindo a construção de políticas afirmativas, como as cotas nas universidades, que abriram caminho para dezenas de jovens em vulnerabilidade ingressarem no Ensino Superior. A meta, segundo Caju, não é simplesmente promover a inclusão social, mas alcançar a equidade.
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"Nós estamos há apenas 137 anos libertos. Por isso, o mês de novembro é importante pra gente lembrar que esse período muito ruim da história do nosso Brasil ainda ressoa. Nós, enquanto sociedade brasileira, vivemos mais tempo do período escravocrata do que livres. Então, por isso, que ainda é importante a gente falar de racismo", afirmou Caju.
Um dos prejuízos que ainda persistem de acordo com a doutora é a falta de espaço que ainda existe aos negros na indústria da moda, o que contribui para que as jovens não se reconheçam em anúncios e apaguem aos poucos sua identidade.
"A gente precisa ter orgulho de ser quem a gente é, de ter o cabelo que a gente quer ter, de ter o nariz que a gente tem, da boca, da cor da pele e que isso ressoa", observou.
Caju também destacou a falta de visibilidade aos profissionais negros autores de inovações no mercado. "É importante que a gente entenda não só do qual ruim foi a escravidão, mas saber quantos dos nossos cientistas e pesquisadores criaram coisas incríveis para todo a sociedade e isso não foi falado", concluiu.
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