Cidades Sábado, 08 de Outubro de 2011, 09:30 - A | A

Sábado, 08 de Outubro de 2011, 09h:30 - A | A

IMPUNIDADE

Família cobra rapidez nas investigações da morte de prefeito

Morte de Luizão completa dois meses nesta quarta-feira e ninguém ainda foi preso. Familiares fazem carta aberta para cobrar autoridades e “clamam” para a não impunidade neste caso

DA REDAÇÃO

Familiares do prefeito de Nova Canaã do Norte (a 708 km de Cuiabá), Antonio Luiz Cezar de Castro, de 43 anos, cobram agilidade nas investigações e punição para os assassinos. Luizão, como era conhecido, foi atingido por sete tiros no dia 5 de agosto, quando saía de uma festa no município. Na semana passada completa dois meses do assassinato de Luizão e até agora ninguém foi presos.

O documento redigido pela família cobra agilidade nas investigações e punição dos assassinos. “A Polícia tem a missão de atuar na defesa dos direitos humanos e a obrigação de punir os assassinos. A sociedade organizada de Nova Canaã do Norte e seus familiares não irão permitir que esse caso fique no esquecimento. Acreditamos que os profissionais envolvidos e que a classe política devem ter, mais do que o dever, o interesse em desvendar o crime, porém é preciso que o empenho seja mantido diuturnamente, para que surjam provas que apontem os culpados”, relata trecho da carta.

No entanto, não foi apenas o ex-prefeito Luizão que morreu em emboscada. No dia 23 de julho o também ex-prefeito do município de Novo Santo Antônio (a 1.232 km de Cuiabá), Waldemir Antonio da Silva, ou “Quatro Olho”, como era conhecido, foi executado com vários tiros, em sua casa.

No dia 10 de agosto, foi anunciado para a imprensa o susposto mandante da morte de "quatro olho". Trata-se do advogado e ex-procurador do Município de Novo Santo Antônio, Acácio Alves de Souza, 34 anos. Mas mesmo com apontamento, não houve prisões.

REAÇÃO

No dia 9 de agosto a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), realizou encontro para pedir rapidez nas investigações dos prefeitos assassinados. Ainda no evento os líderes dos municípios que compõem o Estado assinaram documento pedindo justiça e agilidade nas investigações, para que os crimes não fiquem impunes

Durante o evento, o presidente da AMM, Meraldo Figueiredo Sá, citou a insuficiência do aparato policial disponível para atender a demanda nos municípios. Ele lembrou o caso de Colíder, na região Norte, que tem cerca de 35 mil habitantes e somente nove policiais. Mencionou também a cidade de Santa Terezinha, no Araguaia, com sete mil habitantes e somente quatro policiais. “O Estado apresenta expressivo crescimento econômico, mas a segurança ainda é um problema”, concluiu.


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