Quarta-Feira, 12 de Fevereiro de 2020, 09h:42

Tamanho do texto A - A+

Escola cinquentenária é ocupada por estudantes que lutam para impedir o fechamento pelo governo de MT

Por: REDAÇÃO

Cerca de 30 estudantes que acamparam na escola Estadual Professor Nilo Póvoas na tarde de segunda-feira (10.02) permanecem na ocupação. Na manhã desta terça-feira (11.02) com os portões permaneceram fechados até mesmo para os profissionais da unidade, e comunidade escolar da EE Barão de Melgaço, que também funciona no prédio. 

Reprodução

Ocupação escola nilo povoas

A resistência foi organizada por um grupo de alunos, que conseguiu consentimento dos pais para reivindicar o direito de lutarem contra o fechamento da escola. Alguns residem nas redondezas, e outros os pais estiveram presentes no período da manhã para acompanhar a movimentação.

O estudante Lucas, também da comissão de ocupação, disse que os pais apoiam o protesto, pois também são contrários ao fechamento da unidade. Para o pai do estudante, Mauro Vasconcelos dos Santos, ressalta que a escola tem 50 anos, é uma escola Plena e está com um projeto muito bom para ser interrompido. “Meu filho está gostando muito de estudar aqui. Temos que fazer força para permanecer aberta”, disse.

O pai do estudante fez a seguinte analogia: “se o governador tem filhos e eles devem estudar numa escola particular, porque que ele pode pagar e quer os filhos numa escola boa. Então porque ele quer fechar um colégio bom como esse, que os estudantes adoram, amam a escola. Eu concordo com a ocupação para não fechar”, afirmou. E mais, convocou outros pais a participarem da luta dos estudantes para que façam a resistência e não feche a escola. 

Segundo divulgação na mídia, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) informa que a escola será utilizada para implantação de um Centro de Referência em Educação Inclusiva. Os estudantes serão realocados em outra unidade da rede estadual, assim como os profissionais da escola.

Resistência

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Mato Grosso, Valdeir Pereira, s mobilização dos estudantes é mais uma tentativa de sensibilizar a sociedade e fazer o governo enxergar os avanços na qualidade da educação pública, conquistados pela Nilo Povoas. "Mesmo precisando de reformas, está equipada tal e qual as escolas particulares. Possui os ambientes ideais para o desenvolvimento pedagógico, com espaço de laboratórios, refeitório, quadra com a oferta de Educação integral”, concluiu

Histórico

No encerramento de 2019 a direção da escola foi comunicada do fechamento da unidade tradicional na Capital cuiabana, com 50 anos de fundação, em 2020. A informação incialmente não compartilhada com a comunidade escolar, foi recebida como uma bomba entre os estudantes e profissionais, no início de 2020. A escola que participou do movimento grevista em 2019, teve o calendário estendido para os meses de janeiro e fevereiro de 2020.

Foram várias as manifestações feitas contra o que chamaram de decisão arbitrária da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT). Em uma delas, o protesto foi feito no prédio do órgão estadual. O objetivo era sensibilizar a secretária de estado de Educação, Marioneide Kliemaschewisck sobre a importância da escola para a comunidade. Foi em vão, já que sequer recebeu os estudantes.

A unidade de Ensino Médio funcional como escola plena, modelo de tempo integral e registra cerca de 150 matrículas. Um projeto que viabilizou uma política pedagógica diferenciada possibilitando aos estudantes avanços significativos no desenvolvimento pedagógico e humano. Muitos tiveram acesso a conhecimentos inviáveis dentro do ensino regular, dada as limitações impostas, tanto de ordem estrutural como pedagógicas nas escolas públicas regulares, de Mato Grosso.

Avalie esta matéria: Gostei | Não gostei

Leia mais sobre este assunto








Mais Comentadas