As indústrias de Mato Grosso produziram cerca de 2,3 bilhões de litros de biodiesel em 2025, cerca de 15% a mais do que a registrada em 2024. Atualmente, MT é o segundo maior produtor do biocombustível, de acordo com dados do Unibio MT, entidade que representa o setor no estado.
Porém, a expectativa para 2026, é que o estado ultrapasse o Rio Grande do Sul, atualmente maior produtor. MT é o estado que possui maior capacidade produtiva autorizada pela ANP, que é de 3,6 milhões de metros cúbicos (equivalente a 3,6 bilhões de litros).
Portanto, em 2025, Mato Grosso usou apenas 64% da sua capacidade de produção.
“Nós devemos alcançar a liderança do ranking nacional de produção de biodiesel, dado que a gente ainda tem 35% de capacidade ociosa. Então, com mais incentivos, mais apoio governamental, com certeza os volumes produzidos em MT serão maiores em 2026”, afirma Henrique Mazzardo, presidente do Unibio MT.
Ainda de acordo com o presidente da entidade, a produção de 2,3 bilhões de litros equivalem a quase R$ 14 bilhões em vendas do produto.
Já o diretor-executivo do Unibio, Alexandre Golemo, lembra que a produção de biodiesel agrega 70% de valor à soja. Isso porque, após o esmagamento do grão, produção do biocombustível, farelo e glicerina, gera uma arrecadação de R$ 4,7 mil em uma mesma tonelada de soja, avaliada em R$ 2,7 mil.
Segundo Alexandre Golemo, Mato Grosso tem 16 usinas com autorização de operação e geram 1,2 mil empregos diretos. Porém, esses números irradiam para outros setores, sendo que para cada emprego direto, são gerados 91 empregos indiretos e 200 empregos induzidos, impactando positivamente a economia, conforme análise do Observatório de Mato Grosso.
O executivo lembra ainda que a produção está ligada a agricultura familiar no estado, pois parte das matérias-primas vem deste segmento, conforme determina as diretrizes do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).
Além da soja, que representa quase 73,79% da matéria-prima, também são utilizados outros materiais graxos (13,89% de participação), gordura bovina (6,76%), além de outras como gordura de frango, gordura de porco e óleo de algodão, que somam 5,56% das matérias-primas.
Golemo destaca também os benefícios trazidos pelo biocombustível ao meio ambiente.
“O biodiesel reduz emissões de gases de efeito estufa e promove transição energética renovável, integrando agronegócio à matriz limpa brasileira e fortalece conexões entre campo e indústria, com novas usinas ampliando renda no interior e reduzindo dependência de exportações de grão in natura”, destaca.
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