Cidades Quarta-feira, 09 de Novembro de 2011, 18:00 - A | A

Quarta-feira, 09 de Novembro de 2011, 18h:00 - A | A

SAÚDE DEBILITADA

Entidades se unem para fazer frente à implantação de OSS no PS de Cuiabá

Presidente do Sindimed, Elza Queiroz, diz que o impedimento da implantação de OSS está não mãos do Judiciário

 

Aliana Camargo / Hipernoticias

Na manhã desta quarta-feira (9), representantes de entidades disseram não a implatação de OSS no PS de Cuiabá
Entidades ligadas a vários segmentos da sociedade se encontraram nesta quarta-feira (9) em frente ao Pronto-Socorro de Cuiabá para fazer frente a possível implantação de uma Organização Social de Saúde (OSS) na unidade de urgência e emergência da Capital.

Manifestantes usaram carro de som e palavras de ordem na frente do Pronto-Socorro para declararem a insatisfação quanto a gestão da unidade.

A presidente do Sindimed, Elza Queiroz, disse que agora a causa está nas mãos do Judiciário para impedir que uma OSS seja implantada no PS de Cuiabá. “Já acionamos o Ministério Público Federal, o Supremo Tribubal Federal também está decidindo sobre a inconstitucionalidade do caso, então a justiça irá decidir”.

No dia 30 de novembro, a presidente do Sindimed disse que ocorre a 7ª Conferência Nacional de Saúde em Brasília, onde na pauta principal terá a discussão sobre a gerência da saúde pública através das OSS.

Maria Ângela Martins,  do Comitê em Defesa da Saúde Pública disse que esse momento é de externizar aos trabalhadores e população que o PS de Cuiabá é público e tem que continuar público. “Saúde não se negocia”, disse Maria Ângela.

DOAÇÃO

A presidente do Conselho Regional de Medicina, Dalva de Barros, informou que só agora ficou sabendo que os equipamentos da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do Pronto-Socorro de Cuiabá foram doados para o Hospital Geral Universitário. De acordo com Maria Ângela Martins os equipamentos foram doados a pelo menos 15 dias para sucatear ainda mais a unidade.

“Quando a UTI Neonatal foi fechada em maio perguntamos: fechou? Mas vai abrir daqui a 30 dias? E até hoje está fechada e doaram os equipamentos”, indigna-se a presidente.

Dalva de Barros disse ainda que quase nada mudou na situação do PS Cuiabá e que cerca de oito médicos pediram, recentemente, demissão por causa da situação insustentável que se tornou trabalhar na unidade, “estão pedindo demissão por causa da falta de condições no trabalho”, completou.

Além das entidades estavam presentes o vereador Lúdio Cabral (PT), Luiz Soares que foi secretário de saúde por duas vezes na gestão de Wilson Santos (PSDB) e a petista Enelinda Scala, ex-vereadora por Cuiabá.

Todos são contrários a implantação da OSS. Soares foi enfático em dizer que quem é a favor da gestão por Organização Social na Saúde Pública é conivente com a corrupção. “O Contrato com OSS se paga até seis vezes mais do que a tabela SUS. Quem é a favor de OSS defende a corrupção na Saúde afirmou”.

Estavam presentes representantes do Movimento Sem Terra, Conselho Regional de Medicina, Comitê em Defesa da Saúde Pública, alunos e professores da Universidade Federal de Mato Grosso, estudantes ligados à União Nacional de Estudantes (Une), estudantes de escolas públicas, Central Única dos Trabalhadores, Sindicato dos Bancários e Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) que se reuniram para abraçar o Pronto-Socorro de Cuiabá como uma forma de expressar a posição de serem contrários a terceirização dos trabalhos na unidade.

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