Cidades Quinta-feira, 08 de Setembro de 2011, 11:47 - A | A

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PROBLEMAS

Curado diz que delegado foi “antiético”, mas nega retaliação

Secretário afirma que João Bosco não deveria ter colocado em risco a segurança do Estado; Curado também nega que esteja sendo pressionado para apresentar resultados satisfatórios

Mayke Toscano/Hipernotícias

Secretário Diógenes Curado nega que esteja sob pressão do governador para apresentar resultados positivos

O secretário de Segurança Púbica de Mato Grosso, Diógenes Curado, disse em entrevista ao Hipernotícias que o delegado João Bosco “foi antiético” ao dizer que a transferência dele para Acorizal foi iniciativa do próprio secretário, como forma de punição pelas declarações que Bosco fez há alguns dias criticando a Segurança Pública estadual.

“O espírito da atividade policial não é esse, a população não quer ouvir que uma greve como a da Polícia Civil possa comprometer a Segurança do Estado”, salientou Curado se eximindo, porém, de que tenha sido ele quem definiu a transferência de Bosco do Cisc Verdão para Acorizal.

“O pessoal ficou envergonhado do que ele disse, ninguém gostou, mas a transferência dele para Acorizal estava assinada desde o dia 9 de agosto”, emendou se referindo diretoria da Polícia Civil.

O delegado João Bosco em tom de desabafo fez declarações à imprensa no fim de agosto, relatando as dificuldades na investigação dos crimes em Mato Grosso, especialmente no referente ao assalto ocorrido na galeria Itália Center, onde quatro pessoas morreram.

“Faço um apelo às partes, tanto aos policiais como ao governador, para que usem o bom senso e cheguem a um acordo para que a polícia volte a trabalhar. Temos milhares de inquéritos parados, uma situação insustentável. Começa-se a gerar a sensação de impunidade. Não temos como tapar o sol com peneira. A realidade é essa. O delegado sozinho não vai conseguir. Não sou Deus”, disse à ocasião, o delegado Bosco.

SEM PRESSÃO

Curado ainda negou que esteja sendo pressionado pelo governador a apresentar resultados mais animadores no combate à violência em Mato Grosso.

“Não vejo como pressão, ele (Silval) quer que a polícia dê resposta e isso já estamos fazendo, vamos colocar mais 1.200 homens na Polícia Militar, e até 2014 o governador quer contratar mais pelo menos mais quatro mil homens”, argumentou.

Quanto à permanência no cargo de secretário, Curado disse desconhecer qualquer movimento de mudança e que está tranquilo quanto a possíveis decisões do governador nesse sentido.

“Mas o governador está tranquilo quanto a isso, porque ele sabe que é um problema de conjuntura , ou seja, que temos que ver onde estão os problemas para resolvermos, como foi o caso da greve dos investigadores da Polícia, que já foi resolvida”, completou.

Tanto Silval, quanto a maioria dos deputados da Assembleia Legislativa entende que o problema na área de Segurança Pública não está no troca ou não do secretário.
Curado, delegado licenciado da Polícia Federal, é um dos poucos remanescentes ainda do governo Blairo Maggi.

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Ubirajara Itagi 08/09/2011

E é ético o chefe ficar chamando o subordinado de antiético pela imprensa? Não seria o caso de resolver a pendenga internamente, do modo mais profissional possível?

Roberto 08/09/2011

Estou cursando filosofia e das varias definicoes para a palavra,"ÉTICA",esta e nova com certeza. Acresentarei nas minhas anotaçoes. Ètica= Falar a verdade quando esta e inconveniente para a administraçao.

2 comentários

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