A reclassificação da pressão arterial de 120/80 mmHg (12 por 8) como sinal de alerta clínico, diretriz incorporada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia em 2025, está transformando o monitoramento preventivo. O que antes era considerado um índice normal agora exige orientação médica ativa sobre dieta e exercícios, visando conter o avanço da hipertensão, que já atinge quase 30% da população brasileira.
O alerta é especialmente relevante em Mato Grosso, onde fatores como o calor intenso e hábitos alimentares regionais, como o alto consumo de sal, representam desafios adicionais para o controle cardiovascular.
A mudança no protocolo clínico baseia-se em evidências de que o risco de eventos graves, como infarto e AVC, aumenta progressivamente a partir de 120/80 mmHg. Segundo o cardiologista Dr. Leandro Mandaloufas do Hospital Santa Rosa, intervir precocemente é essencial para reduzir a mortalidade ao longo da vida, transformando a consulta em um espaço de aconselhamento rigoroso. O objetivo para pacientes já diagnosticados também se tornou mais rígido, com a meta de manter a pressão abaixo de 130 por 80 mmHg na maioria dos casos.
O cenário epidemiológico no Brasil justifica o rigor: a prevalência da hipertensão saltou de 22,6% em 2006 para o patamar atual, acompanhando o crescimento da obesidade e do diabetes. O sedentarismo, o consumo de alimentos ultraprocessados e a privação de sono são apontados como os principais vilões. Além disso, o estresse crônico e noites mal dormidas elevam os níveis de adrenalina e cortisol, provocando picos de pressão que danificam o sistema circulatório de forma silenciosa e contínua.
CLIMA FAVORECE AUMENTO DE PRESSÃO
Em Mato Grosso, as particularidades locais demandam atenção redobrada dos pacientes e especialistas. O clima extremamente quente pode mascarar sintomas da doença, enquanto o consumo cultural de carnes com alto teor de sal contribui para a elevação dos índices. Outro ponto de preocupação é o aumento de casos entre jovens e crianças, fenômeno diretamente ligado à obesidade infantil, ao excesso de telas e ao sedentarismo precoce, o que exige que a prevenção comece ainda no ambiente familiar.
COMPLICAÇÕES
As complicações da hipertensão não tratada são severas e multissistêmicas, podendo resultar em insuficiência cardíaca, doença renal crônica, perda de visão e até demência. No entanto, o Dr. Leandro Mandaloufas ressalta que a condição pode ser evitada ou revertida em fases iniciais por meio da perda de peso, melhora do sono e controle do estresse. A conscientização sobre o caráter silencioso da doença é vital, pois muitos pacientes abandonam o acompanhamento por não apresentarem sintomas claros até que o dano já esteja consolidado.
Para enfrentar esse cenário, o Hospital Santa Rosa investe em um modelo de cuidado integrado que une tecnologia diagnóstica a uma abordagem multidisciplinar. A unidade dispõe de cardiologistas em seu Pronto Atendimento para avaliações imediatas, além de uma estrutura completa que abrange desde exames especializados e atendimento ambulatorial até UTI Cardíaca e serviço de hemodinâmica. Esse fluxo contínuo permite o monitoramento preciso da pressão arterial, aumentando a adesão ao tratamento e minimizando riscos a longo prazo para a população mato-grossense.
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