O número de registros de afogamentos em Mato Grosso apresentou um salto de 56% no primeiro bimestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo dados do Sistema de Registro de Ocorrências Policiais (SROP-MT), o estado contabilizou 14 mortes entre janeiro e fevereiro, contra nove casos registrados em 2025, acendendo um alerta nas autoridades de segurança sobre os riscos em rios, piscinas e cachoeiras.
A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) atribui o crescimento das estatísticas a uma "questão de comportamento" dos banhistas. O período analisado coincide com as férias escolares e feriados prolongados, datas em que a procura por áreas de lazer aquático intensifica-se consideravelmente. Em Mato Grosso, essa tendência é amplificada pelo hábito cultural de frequentar locais de banho como refúgio para o calor intenso característico da região.
Embora os números atuais já demonstram uma alta preocupante, o SROP ressalta que as estatísticas podem sofrer alterações, uma vez que o sistema contabiliza apenas ocorrências formalmente registradas. O Corpo de Bombeiros pontuou, ainda, a dificuldade em traçar um perfil exato das causas, visto que os registros oficiais não detalham a motivação ou as circunstâncias específicas que levaram as vítimas a buscarem esses locais de risco.
Diante do cenário de aumento nas fatalidades, as autoridades reforçam a necessidade de cautela redobrada. Sem o detalhamento das causas específicas nas ocorrências, o foco das equipes de salvamento permanece na conscientização sobre o uso de coletes salva-vidas e a supervisão constante, especialmente em ambientes naturais onde as correntes e a profundidade podem ser imprevisíveis para os banhistas.
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